segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O seu filho quer brincar sozinho?


Durante o ano passado, escrevemos quinzenalmente para o blog do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará, uma referência em tratamento de pediatria em São Paulo, sobre dúvidas relacionadas à brincadeira e o desenvolvimento do seu filho que você pode ter. Como a gente acha que estas informações são muito legais e importantes para a gente entender mais um pouco sobre as crianças, reproduzimos aqui alguns destes posts. No de hoje falamos do momento em que as crianças deixam de querer nossa atenção e passam a brincar mais sozinhos. O grande ponto aqui é: deixe que eles tenham este tempo sozinhos, porque é muito saudável. E não permita que este afastamento se transforme num abismo entre vocês, enfraquecendo o vínculo.
Em geral, a partir dos 3 anos as crianças querem um tempinho para brincar sozinhas, sem os adultos por perto. Nessa hora entra, por exemplo, a “brincadeira de imaginação”, que na linguagem dos especialistas em desenvolvimento se chama: faz de conta.
Nesta fase e até os 7, 8 anos, as crianças imitam as atividades dos adultos e transformam todas as referências (desenhos, filmes, atividades do dia a dia) que têm em brincadeiras de fantasia. É princesa para um lado, herói de outro. Isso sem falar no dia em que acordam médicos, professores, ou são pais e mães que cuidar dos filhinhos. Também pode ter o dia de escritório, do bombeiro, do monstro e assim por diante.
Você não só pode como deve estimular estas atividades e inclusive respeitar o fato dela querer brincar sozinha. Neste caso, o que você pode fazer para ajudar no processo é:
1 – Respeitar o tempo da criança.
Pense bem. Se você precisa de tempo para desenvolver um projeto de trabalho, a criança também precisa de tempo para desenvolver seu faz de conta. Então, dê tempo a ela para brincar, para sua imaginação voar longe. Segure a vontade de ficar perguntando o que ela está fazendo; evite interromper. Só fique atento de longe para ver se ela não se coloca em perigo.
O seu filho quer brincar sozinho_lista
2 – Oferecer estímulos para o faz de conta.
Uma caixa de papelão, tubos vazios de papel higiênico, um lençol, echarpes, tecidos, revistas velhas, aquela calculadora antiga. Todos estes materiais – e muitos outros existentes em casa – são o sonho de qualquer criança “imaginadora”. Então, separe este tipo de objetos sempre que puder. Melhor ainda se você deixar disponível sem que eles percebam. Dá aquela ideia de “uau! Olha o que nós achamos!”
Enquanto brinca de faz de conta, a criança treina seu comportamento social, aprende a cumprir regras, vivencia como é estar no papel do outro e ainda aprende a trabalhar situações vividas e superar medos. Viva a brincadeira de faz de conta!
Assim fica mais tranquilo para a gente entender esta fase em que seu filho quer brincar sozinho. Bóra brincar?

O seu filho quer brincar sozinho? 

Alma existe?

Conheça as novas respostas da ciência para as perguntas mais difíceis do mundo

 

Questão 5 – Alma existe?
Em 1901, o médico americano Duncan Macdougall fez uma experiência com doentes terminais. Colocou cada paciente, com cama e tudo, sobre uma balança gigante. “Quando a vida cessou, a balança mexeu de forma repentina – como se algo tivesse deixado o corpo”, escreveu Macdougall na época. A balança mexeu 21 gramas, e o doutor concluiu que esse era o peso da alma. A descoberta caiu na cultura popular e até inspirou um filme (21 Gramas, de 2003). Ela não tem valor científico, pois a balança era muito imprecisa – e cada paciente gerou um valor diferente. Mas será que não dá para refazer a experiência com a tecnologia atual? Se alma existir mesmo, dá para medir? Em tese, sim. Tudo graças a Einstein e sua equação E=mc2 (E é energia, m é massa e c é velocidade da luz). Se consideramos que a alma existe, e é uma forma de energia, então deve haver massa relacionada a ela. Se a energia muda, a massa também muda. Se alma existe, e sai do corpo quando a pessoa morre, o corpo sofrerá perda de massa – que pode ser medida. O médico Gerry Nahum, da Universidade Duke, propôs uma experiência para testar a hipótese: construir uma caixa perfeitamente selada, que ficaria sobre uma balança hipersensível, capaz de medir 1 trilhonésimo de grama. O problema é que, por razões éticas, não dá para colocar uma pessoa moribunda dentro de uma caixa hermeticamente fechada, pois isso a faria morrer. E o teste nunca foi feito.
Mas os cientistas continuam em busca de evidências para a alma. E os estudos mais surpreendentes vêm de uma dupla que está na vanguarda da ciência: o anestesista americano Stuart Hameroff, do Centro de Estudos da Consciência do Arizona, e Roger Penrose – sim, o mesmo físico de Oxford autor da teoria sobre o que veio antes do Big Bang. Mas, desta vez, a tese é ainda mais inacreditável. Dentro de cada neurônio existiriam 100 milhões de microtúbulos: tubinhos feitos de uma proteína chamada tubulina. A tubulina atuaria como bit, ou seja, como menor unidade de informação que pode ser criada, armazenada ou transmitida. Os tubinhos vibram, interferem com a tubulina e geram ou processam informação – que é passada de um neurônio a outro.
Mas os microtúbulos são tão pequenos que as leis da física quântica se aplicam a eles. E essas leis preveem algumas possibilidades bizarras, como a superposição (uma partícula pode existir em dois lugares ao mesmo tempo). Para os pesquisadores, haveria uma relação quântica entre os tubinhos do cérebro e partículas fora dele, espalhadas pelo Universo. “Quando o cérebro morre, a informação quântica [gerada nos microtúbulos] não fica presa. Ela se dissipa no espaço-tempo”, diz Hameroff. Pela mesma lógica, quando alguém nasce, essa informação espalhada no Universo entraria nos microtúbulos. Ou seja: a alma existiria, sim, como um conjunto de relações quânticas entre partículas dispersas no Universo. Embora Hameroff tenha escrito centenas de páginas a respeito, nada disso tem comprovação. “Não reivindico nenhuma prova. Só ofereço um mecanismo cientificamente plausível”, diz.
 Por Eduardo Szklarz/Superinteressante

domingo, 15 de janeiro de 2017

VIII Seminário Internacional de Políticas Culturais


Clique na foto para ampliar
O setor de Pesquisa de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa comunica que, entre os dias 16 de janeiro e 20 de fevereiro de 2017, receberá propostas para apresentação de trabalhos no VIII Seminário Internacional de Políticas Culturais*. Serão aceitos somente trabalhos que tenham como foco a área de políticas culturais. O objetivo é a apresentação e discussão de estudos que promovam a reflexão e o debate entre estudantes, pesquisadores, professores e demais profissionais que atuem ou tenham interesse na área de políticas culturais.

Poderão submeter trabalhos estudantes de mestrado e doutorado, mestres, doutores, gestores e professores de instituições de nível superior a submeterem estudos que tenham como foco a área de políticas culturais. As inscrições são gratuitas. 

*O VIII Seminário Internacional de Políticas Culturais será nos dias 23, 24, 25 e 26 de maio de 2017.


I. Da formatação:

a) Os trabalhos completos deverão ter entre 10 e 15 laudas, incluindo bibliografia. Os textos deverão ser enviados de acordo com as normas da ABNT, em Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 e estar no formato.doc. O arquivo deverá conter o nome do autor (ou do 1º, quando houver mais de um);

b) Na primeira página do texto, devem constar os seguintes itens: título do artigo centralizado, em caixa-alta e em negrito; nome completo do(s) autor(es) alinhados à direita, indicando em nota de rodapé o grau de formação, vínculos institucionais e e-mail; resumo de 5 a 10 linhas, com espaçamento simples; e 3 (três) a 5 (cinco) palavras-chave.

II. Da inscrição:

a) O envio do trabalho completo deverá ser feito exclusivamente por e-mail, para o endereço politica.cultural@rb.gov.br, constando no assunto “Submissão de artigo”. As inscrições são gratuitas.
III. Observações:



a) O conteúdo dos artigos é de responsabilidade do(s) autor(es);

b) Cada pesquisador poderá ser autor em um trabalho, podendo ser coautor em apenas mais um. Os trabalhos poderão ter, no máximo, 1 (um) autor e 2 (dois) coautores;

c) Os trabalhos deverão ser enviados dentro do prazo estabelecido e só serão publicados nos anais se forem apresentados durante o Seminário;

d) Serão aceitos artigos em português e espanhol.


 Por Fundação Casa de Rui Barbosa

Férias, tempo de aprender

Tempo de aula é tempo de aprender. E tempo de férias? É exatamente o contrário, como muitas crianças acham? Não necessariamente. Não precisa ser! Até porque aprender não é uma coisa chata. Está na hora de tirarmos isso da cabeça.
Mas, calma: não é caso de fazer lição e ter aulas. Isso é coisa do ano letivo. A ideia é aprender brincando – e há vários jeitos de fazer isso. Férias são para descansar e espairecer, tempo de se divertir. Por isso, pergunto: você já ouviu falar do conceito de cidades educadoras? Não? Vou explicar então.
A ideia de "cidade educadora" vem dos anos 1990, após a realização do I Congresso Internacional de Cidades Educadoras, na Espanha, que discutiu a cidade como um território educativo, com o sentido de melhorar a vida dos cidadãos. O que significa isso? Significa que os espaços urbanos devem ter objetivos pedagógicos, no sentido de que é possível aprender com eles e com a comunidade que os constrói e os habita. O congresso resultou num movimento e na Associação Internacional de Cidades Educadoras, que hoje reúne mais de quatrocentos munícipios em todo o mundo.
Não importa se a sua cidade faz ou não parte da associação. O importante é ter em mente alguns dos princípios das cidades educadoras e tentar aplicá-los no seu cotidiano. Entre eles, temos:
  • entender e trabalhar a cidade como espaço comunitário e educador;
  • aprender na cidade e com a cidade, sem esquecer a importância das pessoas que ali vivem e com quem dividimos os espaços;
  • valorizar o aprendizado e a experiência de vida das pessoas;
  • compreender a cidade como um lugar onde se formam os principais valores humanos para uma convivência democrática que respeite a diversidade – como tolerância e responsabilidade, por exemplo.
Ou seja, não, as crianças não aprendem somente quando estão sentadas na carteira, na sala de aula. Uma conversa com o sorveteiro no parque ou com o cobrador de ônibus a caminho do museu, por exemplo, é tão educativa quanto a experiência de estar no parque, no museu, no planetário, na biblioteca, no cinema, no clube... As pessoas e os espaços sempre têm algo a nos oferecer. Por que não usufruir disso e aprender com eles?
Para saber mais sobre as cidades educadoras, visite o site do Ministério da Educação (MEC):  e o trabalho do Cidade Escola Aprendiz.
E lembre-se: tempo de aprender é o tempo todo!
Bom aprendizado e boas férias!
 

Por Priscila Cruz/ UOL Educação

MROSC entra em vigor para municípios


O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) (Lei nº 13.019/2014) entrou em vigor para os municípios em janeiro deste ano. Ele representa um novo regime jurídico das parcerias entre a administração pública e as organizações. Os critérios para celebração de parcerias no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas) foram definidos pela Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social nº 21/2016. 

Entre os requisitos para as entidades de assistência social estão:

  • ser constituída em conformidade com o disposto no art. 3° da Lei nº 8.742/1993 (LOAS); 
  • estar inscrita no respectivo conselho municipal de assistência social ou no conselho de assistência social do Distrito Federal, na forma do art. 9° da Lei nº 8.742, de 1993; 
  • estar cadastrada no Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (CNEAS), de que trata o inciso XI do art.19 da Lei nº 8.742, de 1993, na forma estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA). 
As organizações da sociedade civil que ofertam serviços, programas e/ou projetos socioassistenciais devem ter suas ofertas inscritas nos respectivos Conselhos de Assistência Social e cadastradas pelos órgãos gestores no CNEAS. Além de requisito para novas parcerias, o CNEAS é um instrumento de monitoramento e de reconhecimento das ofertas socioassistenciais em âmbito nacional. 
Por InfoSUAS

sábado, 14 de janeiro de 2017

Plataforma de gestão de aprendizagem oferece uso gratuito a professores

No Brasil desde maio de 2016, ferramenta usada por Harvard e Stanford permite disponibilizar conteúdo, programar aulas, aplicar testes, enviar vídeos e áudios aos alunos, entre outras facilidades para educadores, estudantes e escolas


Lançada nos Estados Unidos em 2011, a plataforma de gestão de aprendizagem LMS Canvas chegou ao Brasil em maio do ano passado. Usada por universidades internacionais de ponta, como Harvard e Stanford, a ferramenta tem cerca de 18 milhões de usuários no mundo e se diferencia de outras com funcionalidades semelhantes por ser fácil de usar.
A plataforma foi criada por dois alunos, Brian Whitmer e Devlin Daley, da área de engenharia de software da Brigham Young University (BYU), em Utah, durante uma aula de empreendedorismo. “O projeto de conclusão de curso deles era a criação de um novo LMS. Eles estavam frustrados com a plataforma que usavam. Achavam confusa”, explica Lars Janér, diretor para a América Latina da empresa Instructure. LMS significa “Learning Management System” (Sistema de Gestão de Aprendizagem, em português).
Um professor deles, Josh Coates, atual CEO da empresa, decidiu ajudá-los a desenvolver o negócio desde que fossem conversar com instituições de ensino para descobrir que problemas elas precisavam resolver. Os estudantes visitaram 18 universidades em diferentes estados americanos. Voltaram com um relatório que mostrava as frustrações de professores e reitores com os ambientes virtuais que usavam.
Os alunos e o professor viram que o mercado estava carente de uma plataforma com usabilidade mais simples. Desenvolveram o LMS Canvas entre 2008 e 2011. “Foi um sucesso absoluto. Hoje, são mais de 2.000 clientes e quase mil funcionários”, diz Janér. A empresa abriu capital na Bolsa de Nova York em 2015.
O motivo, segundo o diretor, é que a plataforma atende às principais necessidades dos professores, alunos e instituições. Está toda na nuvem, tem software aberto e tem foco na usabilidade, fácil e intuitiva. “Além de ter todas as ferramentas, tudo é mostrado de maneira harmoniosa e é fácil de operar”, afirma Janér.
Por ser disponibilizada inteiramente online, os recursos podem ser atualizados com frequência e podem ser acessados pela internet de qualquer lugar por professores, alunos, pais e gestores da escola. O software aberto permite que outros aplicativos e programas educacionais – como Khan Academy, Youtube, Dropbox, ferramentas de gamificação e outros -, possam ser integrados com facilidade ao ambiente virtual de aprendizagem. É possível ainda personalizar a ferramenta para as necessidades específicas da escola ou do professor.
Para usarem a ferramenta de forma gratuita, professores (pessoas físicas) precisam fazer um cadastro. Depois, podem criar um ou mais cursos, disponibilizar conteúdos, vídeos, imagens, arquivos em PDF, programações de aulas e convidar alunos para usarem. “Tudo é feito de maneira fácil. Eles podem configurar os cursos em módulos, com a estrutura que quiserem. Podem arrastar e soltar vídeos. Tudo fica na tela. Não precisam sair do ambiente. Podem usar conteúdo de terceiros”, explica Janér.
Ao acessar o conteúdo pelo computador, tablet ou celular, o aluno visualiza páginas, vídeos, fóruns e testes. O curso pode ser 100% online ou ter parte presencial e parte com apoio da plataforma, que tem aplicativos para os sistemas operacionais Android e iOS. O estudante também pode enviar tarefas, vídeos e áudios e fazer provas pelo ambiente virtual. “Tudo fica centralizado lá dentro, desde o consumo de conteúdo até a interação”, diz Janér. Os usuários podem escolher se querem receber avisos por SMS, e-mail, pelo Twitter ou por notificação no aplicativo da plataforma. Qualquer alteração no calendário do professor, por exemplo, é informada automaticamente aos alunos. Há espaço para troca de mensagens também.
Para a escola, os benefícios também são grandes. Em primeiro lugar, segundo Janér, por ser fácil de usar e estar sempre disponível, a instituição tem a garantia de que a ferramenta será utilizada por todos. Há ainda o ganho de produtividade e de tempo, já que é possível agilizar processos, aplicação de provas e a comunicação. “O fato de estar sempre na nuvem, facilita também porque tira a complexidade da área de TI. A escola não precisa se preocupar com servidores e computadores. Pode aproveitar o que existe na ferramenta para focar em experiências que vão de fato agregar valor para alunos e professores”, diz Janér.
Outra funcionalidade é a existência de um repositório de objetos de aprendizagem. Isso permite que a instituição compartilhe todo o conteúdo disponível com todos os professores e com o público em geral. A escola pode importar ou exportar conteúdo. “Ajuda muito a criar um padrão de conteúdo compartilhável e a aproveitar o que o professor cria”, afirma Janér.
A instituição tem acesso ainda a todos os dados gerados pela plataforma, para montar relatórios relacionados aos estudantes, com informações sobre performance, risco de evasão, retenção, entre outras. É possível personalizar o visual do ambiente virtual com cores e o logotipo da escola. A Escola Móbile, em São Paulo, por exemplo, que usa a plataforma desde 2015, batizou o LMS de “Móbile Virtual”.
A empresa se mostra otimista com a receptividade que teve no Brasil em seus primeiros meses de funcionamento. “Estamos crescendo rápido e vamos continuar. Percebemos que o mercado brasileiro tem um pensamento bastante avançado sobre tecnologia. O brasileiro é bastante conectado, avançado em relação a outros países. Quando as escolas percebem que o LMS Canvas vai trazer um ambiente mais moderno, que se parece com as ferramentas do dia a dia, que traz simplicidade, percebem que a perspectiva de uso é muito boa”, diz Janér.
Segundo o diretor, já há professores de escolas públicas usando a plataforma. “É uma ótima alternativa. É uma ferramenta super moderna, avançada. Faz todo sentido para a região. Obviamente que se eles gostarem de usar, vão espalhar. Para nós, é uma maneira de tornar a plataforma conhecida”, diz Janér.
Outro uso que já é feito no Brasil é o da versão open source, gratuita. A diferença, neste caso, é que o software precisa ser instalado no servidor da instituição. Essa foi a escolha feita pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), de acordo com Janér. “Eles optaram por instalar no próprio servidor deles. O LMS Canvas é open source. Tem o código disponibilizado online de forma gratuita. Pode ser instalado no servidor e disponibilizado para a instituição. Neste caso, não existe a facilidade de ficar na nuvem e não há suporte da empresa. Existe apenas a atualização constante do código. Também não é possível usar o aplicativo. Mesmo assim, a Univesp tem tido um retorno positivo dos professores e dos alunos. É um uso possível”, explica Janér.
por Fernanda Nogueira/Porvir

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CNPq anuncia calendário de Bolsas Especiais 2017 com recomposição de bolsas no exterior

As datas de inscrição das Bolsas Especiais no País e no Exterior do CNPq para o ano de 2017 estão definidas. A ação retoma a possibilidade de solicitações de novas bolsas no exterior que estiveram suspensas em 2016. O calendário é dividido em três cronogramas ao longo do ano, com submissões em março, junho e setembro.
As modalidades contempladas são:
Bolsas no País
Pesquisador Visitante (PV)
Pós-Doutorado Júnior (PDJ)
Pós-Doutorado Sênior (PDS)
Pós-Doutorado Empresarial (PDI)
Doutorado-Sanduíche no País (SWP)
Doutorado-Sanduíche Empresarial (SWI)
Bolsas no Exterior
Doutorado pleno no Exterior (GDE)
Pós-Doutorado (PDE)
Doutorado Sandwich (SWE)
Estágio Sênior (ESN)

Veja o calendário:

Etapas

Cronograma 1
Cronograma 2
Cronograma 3
Inscrição
Até 1º de março de 2017
Até 1º de junho de 2017
Até 1º de setembro de 2017
Julgamento
maio/17
agosto/17
novembro/17
Resultado
Até 31 de maio de 2017
Até 30 de Agosto de 2017
Até 31 de dezembro de 2017
Início da vigência
julho/agosto/setembro/outubro de 2017
novembro/dezembro 2017 e janeiro/fevereiro de 2018
março/abril/maio/junho de 2018

O formulário de inscrições estará disponível nos próximos dias.

Execução orçamentária ultrapassa previsão inicial

O novo calendário vem acompanhado do anúncio do adiantamento do pagamento trimestral das bolsas no exterior. Na última semana de dezembro de 2016, foram pagas todas as bolsas dessa modalidade até março de 2017, um total de R$ 21,1 milhões.
Além desse adiantamento, o CNPq anunciou a recomposição das bolsas de Iniciação Científica que havia sofrido um corte de 20% em agosto do ano passado e a quitação dos pagamentos atrasados da Chamada Universal 2014. Essas ações contribuíram para que o CNPq fechasse 2016 investindo recursos da ordem de 137% do valor originalmente programado para o referido ano.
O crédito orçamentário estabelecido em 2016 para o CNPq totalizava aproximadamente R$ 1,38 bilhão e a execução final foi de R$ 1,89 bilhão. Isso representa um adicional de aproximadamente R$ 500 milhões sobre o valor previsto, ou seja, 37% a mais.

Por Coordenação de Comunicação Social do CNPq