sábado, 17 de junho de 2017

5 gênios e seus hábitos não muito geniais

Nicolas Tesla fazia centenas de exercícios para os dedões dos pés, já Pitágoras tinha horror a feijão. Nem todos os cientistas eram geniais o tempo todo.

(Dominio Público/Reprodução)
Arroz com Pitágoras
Será que é possível alguém ter PAVOR a um legume?
É. Acredite se quiser: Pitágoras, o matemático e filósofo da Grécia Antiga, tinha horror a feijões. Prova disso é a ilustração cômica ali em cima, feita em 1512 e hoje exposta em um museu na França. Seus discípulos estavam entre os primeiros vegetarianos da história e aceitavam de bom grado restrições alimentares simbólicas – como o infeliz caso da leguminosa. Até hoje ninguém sabe qual era a justificativa para a proibição do coitado do feijão. 
(Dominio Público/Reprodução)
Durma bem, Einstein
A lenda de que o físico Albert Einstein dormia pouquíssimas horas por ano corre solta pela internet. Mas além de improvável do ponto de vista biológico – até gênios precisam de descanso –, essa história já foi desmentida na prática pelo biógrafo Walter Isaacson. Segundo ele, o pai da relatividade fazia justamente o oposto: dormia no mínimo oito horas por dia, e considerava um bom sono imprescindível para se tornar uma máquina de sacadas na manhã seguinte. Volta e meia passava até dez horas na cama, bem mais do que as sete horas e meia do brasileiro médio.
O hábito não é excêntrico: é saudável, e tem bases científicas. Em pesquisas como essa, voluntários passaram um período tentando resolver um quebra-cabeças matemático. Ele até podia ser resolvido na base da insistência, mas quem tinha um momento de eureka! e notava a lógica se dava melhor. Após a primeira tentativa de resolução, metade dos participantes ia dormir, e outra metade ficava acordada. Ao voltar para uma nova rodada do jogo, quem tirou uma soneca tinha o insight mágico com duas vezes mais frequência. Dorminhocos de todo o mundo, uni-vos ao Einstein!
(Dominio Público/Reprodução)
O dedão mágico de Tesla
Quase todas as realizações do sérvio Nikola Tesla têm uma pitada de loucura – certamente não há nada de normal em fazer cálculo integral de cabeça aos 14 anos, afinal. Mais tarde, quando já vivia nos EUA, o engenheiro mecânico concluiu que a inteligência e eletricidade andavam de mãos dadas, e propôs, com o aval das autoridades, eletrificar as paredes de salas de aula para melhor o desempenho escolar das crianças norte-americanas – a ideia, felizmente, nunca saiu do papel.
A lista acima é só uma amostra grátis da cabeça fora de série (e meio sem noção) de Tesla, mas nada supera em bizarrice seu exercício noturno favorito: contrair os dedões do pé mais de cem vezes seguidas, hábito que, segundo ele, estimulava suas conexões cerebrais. A recomendação, sem comprovação científica, foi narrada pelo biógrafo Marc Seifer no livro Wizard: The Life and Times of Nikola Tesla. Como toda boa dica sem pé nem cabeça, foi bem recebida na cultura virtual, e se tornou presença garantida em listas de life hacks para executivos.
(Dominio Público/Reprodução)
Cura pela nudez
O jornalistaeditorautorfilantropopolíticoabolicionistafuncionário públicocientistadiplomatainventor e (!) enxadrista Benjamin Franklin – figura central da Revolução Americana – tinha uma método de tratamento peculiar para doenças como a varíola – ou simplesmente para manter a saúde em dia: o banho gelado seco. Ele pode explicar em suas próprias palavras, disponíveis no franklinpapers.org. “Vou aproveitar a ocasião para mencionar uma prática a que me acostumei. Você sabe que há muito tempo o banho frio está em voga como um tônico popular por aqui, mas o choque da água gelada sempre me pareceu, falando de forma geral, violento demais. Eu percebi que é muito mais agradável para a minha constituição me banhar em outro elemento, o ar frio. Com isso em vista, eu levanto quase toda a manhã e me sento em meu quarto, sem quaisquer roupas, por meia hora ou uma hora, de acordo com a estação, lendo ou escrevendo. Essa prática não é nem um pouco dolorosa, pelo contrário, é agradável, e se eu volto à cama depois, antes de me vestir, eu suplemento meu descanso noturno com uma ou duas horas do sono mais agradável que se possa imaginar (…) Não fere minha saúde, se é que não contribui muito para sua preservação. Doravante o chamarei de banho tônico.”
Em outras palavras, se quiser mudar a história da humanidade, dê uma volta pelado no frio de Washington.
(Reprodução/Domínio Público)
O Twitter old-school de Buckminster Fuller
Você talvez não conheça o arquiteto e inventor Buckminster Fuller pelo nome, mas já viu sua criação mais famosa: a cúpula geodésica, que decora o Epicot Center da Disney e têm uma série de importantes aplicações teóricas e práticas na arquitetura e engenharia. Sem mais delongas, vamos a sua lista de hábitos.
Fato nº1: seu fascínio pelas esferas multifacetadas era tão grande que ele foi morar em uma, construída sob medida com a ajuda de sua esposa. Vale muito a pena clicar nesta foto, em que ele aparece diante de sua obra, devidamente redonda.
Fato nº2: ele viajava de avião com três relógios de pulso, cada um ajustado para um país diferente. A ideia era evitar confusões com fuso horário.
Fato nº3: entre 1920 e 1983, quando morreu, ele atualizava seu diário de 15 em 15 minutos todos os dias, sem falta. O resultado? Uma pilha de anotações de 82 metros de altura, que contém cada detalhe da sua vida e está muito bem guardada na Universidade de Stanford. O nome do projeto é devidamente incompreensível: Dymaxion Chronofile. 
Por Bruno Vaiano/Superinteressante

terça-feira, 13 de junho de 2017

Uma extraordinária biblioteca no metrô para ler durante o trajeto

biblioteca-metro-1
O tempo no metrô não passa nunca? Eis que em que Nova York surgiu uma biblioteca com centenas de livros on-line a bordo.
É uma pena que livros, e principalmente romances, hoje em dia sejam tão raros de serem lidos. Todo mundo tem um chat no WhatsApp, no FB, e por aí vai, para ser lido e atualizado.
E não faltam ideias de bibliotecas das mais incomuns possíveis, afinal, qualquer hora é boa para se pensar fora da caixa.
Não obstante, seguimos como zumbis atrás da telinha do celular. Uma pena! Mas miremos o exemplo da Big Apple.
Em Nova York, os passageiros do metrô terão acesso a centenas de livros, enquanto seguem o percurso para o local de trabalho ou para voltarem para casa.
A idéia do Subway Library é resultado de um trabalho conjunto entre as bibliotecas públicas de Nova York, ou seja, da Biblioteca Pública do Brooklyn, da Biblioteca do Queens, do MTA e do Trânsit wireless.
A missão é tornar a informação de qualidade e as obras da literatura, acessíveis a todos.
Cada passageiro tem acesso ao conteúdo da biblioteca conectando-se ao Transit Wireless, onde pode escolher entre a vasta seleção de livros doados para biblioteca pública de Nova Iorque pelos editores.
O ambiente subterrâneo foi redesenhado para transformar a biblioteca do metro em uma verdadeira biblioteca. E seu lado externo, pintado de azul, laranja e púrpura é facilmente reconhecível e atraente.
Publicado no Green Me/livros e pessoas

sábado, 10 de junho de 2017

Garoto do Passo da Pátria vence ao conquistar vaga na Universidade de Yale

Thompson precisa pagar as passagens de R$ 7 mil reais e faz campanha para arrecadar

Thompson Vitor Marinnho nasceu e se criou em uma das manchas territoriais da violência urbana mais cruéis de Natal, onde sonhos se perdem, famílias se despedaçam e vidas se transviam.
Há progresso no nome da comunidade, mas quase nada prospera com visibilidade positiva no Passo da Pátria. Quase, pois Thompson Vitor faz parte de uma privilegiada exceção.
Da infância pobre e privada de muitas coisas a uma das mais prestigiadas universidades do Mundo, a de Yale, em Connecticut, nos Estados Unidos, Thompson pavimentou seu sonho com uma lição simples fundada na educação e família:
– Uma vez, minha mãe ouviu de um traficante que se ele não cuidasse de seus filhos, o tráfico adotaria. Então ela nunca deixou de cuidar da gente. Minha mãe era catadora de lixo, não tinha instrução mas tinha o fundamental. Se ela não tivesse tomado conta de mim, o tráfico teria tomado.
Foi uma das primeiras lições sobre luta e glória. Thompson viu na prática que as coisas que vêm fáceis merecem desconfiança e trazem o peso de consrquências com o qual se deve lidar para o resto da vida, ou pelo menos enquanto ela durar.
– As imagens de que mais me recordo da minha infância são do carro do Itep indo recolher corpos caídos na rua ou da polícia entrando na comunidade para prender gente. Aquilo me apavorava.
Foi assim que o garoto voltou sua atenção para deixar aquela atmosfera e se obstinou pelos livros. Dono de uma inteligência invejável, atravessou a infância e a adolescência em escolas particulares por bolsas que conseguia por seu desempenho. Mas a sombra das privações perseguia Thompson.
Luta
Para chegar ao curso de verão de Yale, Thompson precisa fechar o valor das passagens. Ele ganhou a bolsa e vai ter direito a tudo na temporada de uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Na hora em que esta matéria está sendo escrita, três mil reais separam Thompson de seu sonho.
Na internet, o jovem abriu uma ‘vaquinha’ online. Até agora, R$ 4.005,00 foram arrecadados. A arrecadação expira em 20 de junho. A meta é chegar a R$ 7 mil.
A última tentação
Nada veio fácil na vida do garoto. Na infância, eram seis quilômetros a pé todos os dias para ir e vir da escola onde era bolsista. Foi um concurso de redação que lhe deu visibilidade e lhe trouxe uma bicicleta.
– Eu nunca soube andar. Era grande e eu caía. Mas eu tinha o impulso de levantar. Um dia eu sentei nela e não caí mais, sabe. As quedas também me ensinaram.
A derradeira prova de queda e depois da qual Thompson se convenceu de que o caminho tortuoso engendra virtudes foi quando, ainda quando ia a pé para a escola, passou por um episódio que o transformou.
Na volta para a escola, ele, seu irmão e um amigo pararam em uma farmácia. O garoto de sete anos teve a atenção capturada por um spray para hálito.
– Foi tudo muito rápido. Eu peguei e botei no bolso, sem entender a razão pela qual eu estava fazendo aquilo. O amigo de meu irmão viu, mas não disse nada. Ele me pediu e eu lhe dei o spray. De certa maneira, eu não me sentia digno de ter aquilo comigo, mas não tinha coragem de voltar e devolver. No dia seguinte, esse amigo de meu irmão, que ficou com o objeto, espalhou para a escola que eu era ladrão.
Nem foi tanto o julgamento alheio, mas o chamado da própria consciência que fez o garoto de sete anos se restabelecer nos trilhos.
– Eu via no Passo da Pátria os efeitos da criminalidade. Eu era uma criança e fiz uma coisa tola. Mas entendi ali que os corpos estendidos no chão que o Itep ia recolher poderia ser comigo mais na frente se aquele erro na farmácia voltasse a se repetir. Nunca mais peguei nada que não fosse meu.
Futuro
Depois de Yale, o garoto já tem um intercâmbio garantido no Canadá por dois anos.
Thompson queria estudar Direito, mas foi conquistado pelas ciências exatas. Atualmente, é bolsista em uma das melhores instituições privadas de Fortaleza, o colégio Farias Brito.
– Ainda não sei bem o que quero, mas sei que estou no caminho certo.
Não há dúvidas que está.
Serviço
Quem preferir ajudar Thomspon por transferência bancária pode ajudar com os dados abaixo
Banco: Caixa Econômica
Agência 0035
Operação 013
Conta 00299960-1
CPF: 706.320.954-17
Nome completo: Thompson Vitor Marinho
Por Dinarte Assunção/Portal no Ar



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Menina decide salvar livros em enchente no interior de Pernambuco e imagem viraliza na web

Rivânia deixou roupas e brinquedos para trás (Foto: Divulgação / Prefeitura de São José da Coroa Grande)

Município espera arrecadar água potável, roupas, fraldas descartáveis, material de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e colchões para ajudar às famílias

Uma criança de 8 anos foi resgatada de uma enchente em São José da Coroa Grande, no interior de Pernambuco. Rivânia, ou “Ri”, como é conhecida, escolheu salvar os livros e acabou tendo sua imagem registrada e viralizando nas mídias sociais nesta quarta-feira, 1. Sua família foi uma de tantas afetadas pelo alagamento que gerou transtornos à cidade pernambucana.
De acordo com o Correio Braziliense, a avó da garota, Maria Ivânia, pediu para que a neta salvasse o que era mais importante para ela quando a casa estava sendo invadida pela enchente. “Ri” correu e colocou os livros, parte do seu material escolar, dentro de uma mochila. Roupas e brinquedos ficaram para trás.
Assim como mostra a imagem (acima), testemunhas contaram que a garota ficou ajoelhada rezando até ser resgatada. Conforme a Prefeitura de São José da Coroa Grande, “Ri” e a família já retornaram para casa, mas a situação é precária.
O município começou uma campanha para ajudar as famílias que perderam seus bens nas enchentes. O objetivo é arrecadar água potável, roupas, fraldas descartáveis, material de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e colchões.
 Publicado em O Povo/Livros e Pessoas

Plataforma gratuita vai ajudar municípios a localizar crianças fora da escola

 

 

Uma plataforma gratuita pode ajudar municípios a localizar crianças que estão fora da escola. Lançada hoje (1º), a chamada Busca Ativa Escolar tem como objetivo apoiar os governos na identificação, no registro, controle e acompanhamento de crianças e jovens de 4 a 17 anos de idade que estão fora da escola ou em risco de evasão.
Todo o processo é feito pela internet e a ferramenta pode ser acessada em qualquer dispositivo como computador de mesa, computador portátil, tablet e celular (seja pelo envio de SMS ou uso de aplicativos em smartphones). Há também formulários impressos para agentes que não têm acesso a dispositivos móveis.
O processo começa com um alerta sobre uma criança ou adolescente que esteja fora da escola. Ao encontrá-la, o agente comunitário envia o alerta, por meio de SMS, aplicativo e site. A partir daí, um grupo intersetorial de profissionais inicia uma série de ações, que vão desde uma conversa com a família, para entender as causas da exclusão, até o encaminhamento do caso para as áreas responsáveis por garantir a (re)matrícula dessa criança ou adolescente, bem como pelo acompanhamento de sua vida educacional.
Tudo é feito por meio da plataforma, que registra todas as ações e consolida dados que podem ser utilizados no planejamento e desenvolvimento de políticas públicas.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2,8 milhões de crianças e jovens em idade obrigatória, dos 4 aos 17 anos, estão fora da escola. Por lei, de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), o país tinha até o ano passado para incluir todas essas crianças e adolescentes no sistema de ensino.
A exclusão escolar afeta, em especial, as camadas mais pobres da população, já privadas de outros direitos constitucionais. A maior parte das crianças e adolescentes fora da escola está nas cidades (2.141.148), muitos vivem em periferias. Na zona rural, 661.110 estão fora das salas de aula, seja por falta de vagas em escolas próximas, problemas no transporte escolar ou outros fatores que impedem o acesso e a permanência escolar. Muitas dessas crianças e desses adolescentes vivem na Região Amazônica e no Semiárido brasileiro, espalhados por mais de 2 mil municípios.
A Busca Ativa Escolar é uma iniciativa do  Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), Instituto TIM e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Por Florestanet/Agencia Brasil

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Diferença entre árabes e muçulmanos

A diferença entre árabes e muçulmanos acontece porque um termo se refere a um tronco etnolinguístico, ao passo que o outro faz referência a uma religião.

Diferença entre árabes e muçulmanos

Muitas pessoas, ao ouvirem as expressões “árabe”, “muçulmano” ou “islâmico”, pensam que se trata de uma mesma coisa. Isso faz parte de um problema que atinge não apenas os povos ligados a esses termos, mas também várias culturas, o que está ligado ao hábito que grande parte das pessoas tem de construir preconceitos a partir daquilo que pouco conhecem.
Qual é a diferença entre árabes e muçulmanos?
A diferença entre árabes e muçulmanos está no fato de um termo referir-se a uma composição étnica e o outro ser o nome dado aos praticantes de uma religião. Embora uma mesma pessoa possa ser árabe e muçulmana ao mesmo tempo, é importante verificar que os dois termos são totalmente distintos entre si.
O árabe é um idioma e também uma composição étnica que possui, em torno de si, uma grande variedade de troncos etnolinguísticos interligados. Já muçulmano é o nome dado a quem pratica o Islamismo, a religião fundamentada nos princípios estabelecidos pelo profeta Maomé. Existem povos, portanto, que são árabes e não são muçulmanos e existem muitos muçulmanos que não são árabes.
Estima-se que existam, no norte da África e no Oriente Médio, cerca de 15 milhões de árabes cristãos, embora esse número venha diminuindo pela constante batalha religiosa entre os povos e também pelas emigrações que os cristãos muitas vezes fazem dessas regiões.
Por outro lado, é interessante observar que, embora a maioria dos árabes seja muçulmana, o maior país islâmico existente, em número de adeptos, não é árabe. A Índia, por ser o segundo país mais populoso do mundo, consegue ter um número de 174 milhões de muçulmanos, o equivalente a cerca de 16% de sua população, que é majoritariamente hindu. O segundo colocado, o Paquistão, possui cerca de 165 milhões de islâmicos e também não adota o árabe como idioma oficial.

Por: Rodolfo F. Alves Pena em Geografia humana/Mundo Educação

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Falta de prazos pode ser empecilho no processo de adoção no Brasil

 


Nilo do Matosinho e Maria Dolores namoraram durante oito anos. Um dos principais sonhos era adotar uma criança, assim que casassem. Mas o grande objetivo demorou para acontecer, assim como ocorre com várias outras pessoas pelo Brasil que desejam adotar.

Existem quase 40 mil dispostas a dar um lar para mais de sete mil crianças e adolescentes do Cadastro Nacional de Adoção. Por que, então, existem tantas crianças sem uma família? A falta de prazos do processo de adoção pode ser uma das respostas.

O casal Nilo e Mari Dolores esperou dois anos para conseguir entrar na fila de adoção. Depois mais três anos, até adotar definitivamente o primeiro filho do coração: Mateus. Cecília e Andriely vieram logo a seguir para completar a alegria da família.

Atualmente não existem prazos para todas as etapas do processo de adoção no Brasil. Mas, segundo o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Edson de Oliveira, está sendo estudada uma proposta para estabelecer tempo máximo para cada passo.

O texto foi construído por meio de sugestões enviadas pelo site do ministério. Em breve, um projeto de lei deve ser encaminhado ao Congresso.

A psicóloga e presidente da ONG Aconchego, Soraya Pereira, que trabalha com casais que pretendem adotar, acredita que apenas estipular prazos não é o suficiente para tornar a adoção efetiva. Ela afirma que o processo deve ser bem criterioso.

Além da falta de prazo para todas as etapas do processo de adoção, as exigências dos casais impedem que as crianças tenham um lar. A maioria prefere criança menor de seis anos branca.
Por  Dayana Vitor/EBC