domingo, 16 de dezembro de 2018

Curiosidades sobre o Sistema Solar

O Sistema Solar não se resume aos planetas conhecidos. Ele se estende por mais de 16 bilhões de quilômetros.
Sistema Solar é o conjunto de planetas, planetas anões, asteroides e demais corpos celestes que orbitam ao redor do Sol. Para conhecer suas características específicas, basta acessar: Características do Sistema Solar. Vamos aos fatos curiosos sobre o nosso endereço cósmico?

1. Números do Sistema Solar

Os dados mais recentes da Astronomia indicam que a idade do Sistema Solar é de cerca de 4,6 bilhões de anos. Ao todo, são oito planetas, cinco planetas anões, 181 luas,552.894 asteroides e 3.083 cometas, espalhados ao longo de 18,75 trilhões de quilômetros. Em termos de massa, o Sol apresenta 99,8 % de toda a massa do Sistema Solar.

2. Planetas gasosos e planetas sólidos

Você sabia que nem todos os planetas do Sistema Solar são sólidos? Na verdade, esse tipo de planeta (sólido), chamado de planeta telúrico, representa metade dos planetas do Sistema Solar. Apenas Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são rochosos.
Os gigantes gasosos, como JúpiterSaturno, Urano e Netuno, são compostos majoritariamente por gases de hidrogênio, hélio e metano e são geralmente muito frios, de massas gigantescas. Júpiter, por exemplo, tem volume de 1.321 “Terras” e massa 317 vezes maior que a do nosso planeta. Além disso, sua massa é cerca de 2,5 vezes maior que a massa de todos os demais planetas do Sistema Solar juntos.
Júpiter é um dos gigantes gasosos. Em razão da grande pressão, o seu núcleo é formado por hidrogênio metálico.
Júpiter é um dos gigantes gasosos. Em razão da grande pressão, o seu núcleo é formado por hidrogênio metálico.

3. O planeta mais quente do Sistema Solar

É natural imaginarmos que o planeta mais quente do Sistema Solar seja o mais próximo ao Sol, no entanto, isso não é verdade. O planeta mais quente do Sistema Solar é o segundo em distância relativa ao Sol: Vênus. Mesmo estando muito mais distante do Sol que Mercúrio, Vênus apresenta uma atmosfera densa e turbulenta, rica em gases como o dióxido de carbono, responsável por um constante efeito estufa. Dessa forma, as temperaturas em Vênus atingem facilmente os 470 °C.
Vênus é o planeta mais quente do Sistema Solar.
Vênus é o planeta mais quente do Sistema Solar.

4. Nós vivemos “dentro” do Sol

Apesar de estar a uma distância média em relação à Terra de aproximadamente 150 milhões de quilômetros, nosso planeta encontra-se dentro da atmosfera solar, em uma região conhecida por heliosfera. A heliosfera é muito grande: estende-se além da órbita de Plutão, a mais de 100unidades astronômicas, ou seja, mais de 16 bilhões de quilômetros. Dentro dessa região, é possível sentir a influência dos ventos solares, responsáveis por interferências nos sistemas de telecomunicações e fenômenos como as auroras polares, também observadas em outros planetas, como em Júpiter, Urano e Netuno.
Os ventos solares são constituídos por partículas provenientes da coroa solar e são capazes de afetar as telecomunicações terrestres.
Os ventos solares são constituídos por partículas provenientes da coroa solar e são capazes de afetar as telecomunicações terrestres.
5. Grande mancha vermelha de Júpiter
A maior tempestade do Sistema Solar encontra-se em Júpiter e foi observada pela primeira vez no ano de 1831. Quando descoberta, a grande mancha estendia-se por incríveis 48.000 km. Em 1979, no entanto, as medidas feitas pela sonda Voyager indicaram um novo diâmetro de 23.000km. Os dados sugerem que a tempestade está perdendo forças e diminuindo cerca de 900 kmpor ano, mas ainda assim sua área é duas vezes maior que a área da Terra.
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar.
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar.

6. Muito além dos planetas

Além dos oito planetas conhecidos do Sistema Solar, existem muitos outros corpos que orbitam o nosso Sol. Dentre eles, podemos destacar diversos planetas anões, como Ceres e Plutão, centenas de luas (sozinho, Júpiter é orbitado por 79 luas), um grande cinturão de asteroides formado por bilhões deles e que fica localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter e, por fim, o Cinturão de Kuiper, localizado na margem do Sistema Solar, após a órbita de Netuno, formado por trilhões de rochas gélidas e cometas. O maior objeto encontrado no Cinturão de Kuiper é Plutão.

7. Girando no sentido oposto

Todos os planetas do Sistema Solar apresentam luas e giram no mesmo sentido, à exceção de um: Vênus. Esse é o único planeta do Sistema Solar de rotação retrógrada e que não apresenta qualquer lua, o que sugere um passado violento. Estudos indicam que Vênus colidiu-se com um grande asteroide, o qual alterou o seu sentido de rotação no Sistema Solar.

8. O Sol não está mais onde ele parece estar

O Sol encontra-se a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra. Essa grande distância torna a viagem da luz solar até nós um pouco demorada: pouco mais de oito minutos, mesmo com a luz propagando-se a 300.000 quilômetros por segundo. O caso mais dramático é o de Plutão: a luz solar leva cerca de 5 horas e meia para chegar no planeta anão!

Por Me. Rafael Helerbrock/Brasil Escola

sábado, 15 de dezembro de 2018

MEC lança Base Comum de Formação de Professores da Educação Básica

Proposta inclui estágio probatório, formação continuada e progressão

A formação de professores deverá ser mais voltada para a prática e orientada por competências, conforme propostas incluídas na Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica, apresentada hoje (13) pelo Ministério da Educação (MEC). A base deverá orientar a formação de professores em licenciaturas e cursos de pedagogia em todas as faculdades, universidades e instituições públicas e particulares de ensino do país.
Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
O documento inclui ainda propostas para ingresso na carreira docente; o estágio probatório; a formação continuada e a progressão ao longo da carreira.
De acordo com a base, desde o primeiro semestre, os futuros professores deverão ter atividades práticas em uma escola pelo menos uma vez por semana. Cada faculdade ou instituição de ensino deverá ser associada a uma ou mais escolas de educação básica.
O modelo é inspirado na residência médica e na de outros profissionais da saúde. A residência pedagógica inclui supervisão por um professor do curso superior de formação e apoio permanente de profissionais experientes da escola ou do ambiente de aprendizagem no qual se realiza a residência.
Além de atividades práticas, os residentes terão que observar, analisar e propor intervenções na escola. A residência deverá ainda ser regulamentada por normas próprias.

Competências

A base sugere também que o aprendizado dos professores seja orientado por competências. Segundo o MEC, uma competência é um conjunto de domínios. “Não basta que o professor tenha o saber conceitual ou a capacidade transmissiva, ele precisa desenvolver o domínio relacional, a habilidade de conviver na diversidade das situações de sala de aula e estar comprometido com o seu fazer profissional”, diz o texto.
Os futuros professores deverão ser formados com base em 10 competências gerais, entre as quais, “compreender e utilizar conhecimento historicamente construídos para poder ensinar a realidade com engajamento na aprendizagem do aluno e na sua própria aprendizagem, colaborando para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva” e “pesquisar, investigar, refletir, realizar análise crítica, usar a criatividade e soluções tecnológicas para selecionar, organizar com clareza e planejar práticas pedagógicas desafiadoras, coerentes e significativas”.  
Além das competências gerais, o documento menciona quatro competências específicas para serem desenvolvidas em cada uma das seguintes imensões: conhecimento profissional, prática profissional e engajamento profissional.

Estágio probatório

Pela Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica, depois de entrar nas escolas, os professores novatos deverão ser acompanhados pelos mais experientes, que terão papel de mentores, orientando e auxiliando os novatos.

Para sair do estágio probatório, o professor terá que demonstrar domínio de determinadas habilidades e de competências previstas na base. Ele deverá apresentar um portfólio e ser avaliado pelo mentor e pela equipe gestora da escola.
Outra proposta é que os professores continuem aprendendo mesmo após deixar a faculdade. Essa formação ocorrerá em três planos: nas redes escolares, onde os gestores deverão organizar cursos e planejar atividades de formação; no âmbito externo, com a participação em eventos educacionais, em cursos e em pós-graduações; e dentro das próprias escolas, que deverão organizar ações formativas com os professores.

Plano de carreira

A sugestão do MEC é que os professores progridam na carreira de acordo com o desenvolvimento de determinadas competências e habilidades. Haverá quatro níveis de proficiência: inicial, para o formado na graduação; probatório, para os novatos; altamente eficiente, para quem está em nível avançado na carreira e deverá demonstrar habilidades complexas; e o líder, que estará no nível mais alto e terá responsabilidades e compromissos mais amplos.
De acordo com o ministério, a proposta para plano de carreira e formação continuada deverá ser discutida com as entidades representativas dos estados e municípios. Em um país de dimensões continentais, “é estruturante ter uma coordenação nacional para estabelecer calibradores de qualidade e acompanhamento das ações nos diferentes níveis de governo”, acrescenta o MEC. A intenção é oferecer instrumento de gestão “que vai além de cargos e salários”.

Mudanças no Enade

A base traz sugestões de modificação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para que seja anual e sirva como habilitação à docência. O Enade avalia os estudantes de graduação ao final da formação. Atualmente o exame é aplicado para grupos diferentes de cursos a cada ano, e um mesmo curso é avaliado a cada três anos. A proposta é que todos aqueles que estejam concluindo licenciaturas façam obrigatoriamente o exame.
Segundo a base, os estudantes de licenciatura poderiam fazer o exame ainda durante a graduação ou depois dela e, caso aprovados, poderiam se habilitar para serem professores. Pela proposta do MEC, o exame poderia servir ainda como parte do ingresso em concursos públicos. A pasta pondera que a proposta ainda precisa de discussão e regulamentação.   
O documento sugere ainda que seja criado um instituto nacional de acreditação e formação de profissionais da educação que concentre todas as ações, hoje em vários setores do MEC, como acreditação de cursos de formação inicial, formulação de políticas de formação, avaliação e monitoramento.

Próximos passos

A Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) e passará por discussão antes de ser aprovada. Depois, terá que ser homologada pelo MEC para que passe a ter vigência. A partir do documento, as instituições de ensino terão que elaborar os próprios currículos e formar os professores que serão responsáveis por formar os futuros docentes.

Histórico

A Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica faz parte de uma série de mudanças que deverão ocorrer desde o ensino infantil até o ensino médio do Brasil. No fim do ano passado, o MEC homologou a Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental. O documento estabelece o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas do país, públicas e particulares.
No início deste mês, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, que deve ser homologada nos próximos dias pelo MEC. [LINK:
De acordo com o MEC, a base para a formação dos professores pretende adequar o que é ensinado nas universidades ao que os novos docentes deverão aplicar nas salas de aula. A nova base deverá conversar com resolução aprovada também pelo CNE e homologada pelo MEC em 2015. Entre outras coisas, a resolução estabelece que a formação dos professores será mais longa e mais voltada à prática em sala de aula.
Edição: Nádia Franco
Publicado em 13/12/2018 - 15:35
Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil  Brasília

Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional do IFRN abre inscrições para Doutorado

O Programa de Pós-graduação em Educação Profissional (PPGEP) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) aprovou curso de doutorado acadêmico em Educação Profissional, que passará a ser ofertado em 2019. A aprovação do Conselho Técnico e Científico (CTC) da Capes, após recomendação da área de Educação, foi publicada no último dia 4 de dezembro de 2018. Esse será o primeiro doutorado acadêmico em educação no âmbito dos institutos federais e foi o único projeto de doutorado aprovado na região Nordeste, em 2018.
O Edital para a seleção 2019.1 será lançado no dia 21 de dezembro de 2018 e as inscrições ocorrerão de 14 de janeiro a 3 e fevereiro de 2019 (http://portal.ifrn.edu.br/ensino/ppgep). A prova escrita, primeira fase do processo seletivo, será no dia 17 de fevereiro de 2019. Serão dez vagas distribuídas em três linhas de pesquisa: Políticas e Práxis em Educação Profissional; Formação Docente e Práticas Pedagógicas na Educação Profissional; e História, Memória e Historiografia da Educação Profissional.
 Por ANPED

Como o exercício físico ajuda a superar um vício?


É de conhecimento geral que o exercício tem muitos benefícios para a saúde, tanto físicos quanto mentais. Além disso, ele também serve como ponto de apoio para superar muitos problemas; podemos, por exemplo, contar com a ajuda do exercício físico para superar um vício. Não se trata de uma hipótese ou de uma questão observada, mas pesquisas provam isso.
A maioria dos tratamentos para o vício envolve alguma forma de psicoterapia ou aconselhamento, e se concentra em ajudar o viciado a descobrir por que continua com seus comportamentos de dependência apesar dos problemas que surgem como resultado dela. Também apresentam formas mais eficazes de lidar com os sentimentos que estão na base dos comportamentos viciados.
No entanto, embora essas abordagens de tratamento sejam úteis para muitas pessoas com vícios, alguns sentem que precisam de uma abordagem que também ajude nos aspectos físicos, em oposição aos aspectos mentais ou emocionais do vício. Muitos acham que o exercício ajuda a controlar os desejos.
Ao longo dos anos, o exercício tem sido reconhecido como uma ferramenta de autoajuda para as pessoas que se recuperam dos vícios. No entanto, até recentemente, não conhecíamos o total valor desse suporte. Vejamos a seguir como o exercício físico ajuda a superar um vício.

O exercício físico para superar um vício

Quando uma pessoa tenta superar o vício, a mente e o corpo pedem a substância que produz endorfinas no cérebro e cria a sensação de estar drogada. Se acrescentarmos a isso o estresse da vida diária e os desejos, a mistura pode atingir níveis insuportáveis.
O exercícios vigorosos também liberam endorfinas. Como resultado, você sente a mesma sensação de euforia que acompanha um produto químico ou o que o torna viciado.
Superar um vício por meio do exercício físico
Embora possa ser menos intenso do que o que é sentido com drogas, álcool ou qualquer outra coisa que o tenha prendido, os efeitos de fazer exercício podem ser agradáveis tanto mentalmente quanto fisicamente. De fato, um estudo de pacientes que receberam tratamento para abuso de substâncias demonstrou que o exercício pode levar a uma sensação de realização e uma maior confiança em permanecer sóbrio.
Por outro lado, é normal que uma pessoa se sinta ansiosa ou deprimida quando tem abstinência. No entanto, o exercício pode estimular uma vida saudável sem vícios. Nesse sentido, foi demonstrado que o exercício:
  • Reduz os desejos e uso de substâncias.
  • Diminui a eficácia dos drogas, diminuindo a suscetibilidade ao uso e abuso.
  • Restaura as células cerebrais danificadas pelo abuso intenso de drogas.
  • Produz “recompensas neurológicas” e aumenta a autoestima.
  • Reduz a ansiedade e o estresse.
  • Promove um sono melhor.
  • Melhora o pensamento e promove uma perspectiva positiva.
  • Preenche um vazio, oferecendo estrutura e rotina.
  • Serve como um mecanismo de enfrentamento construtivo.
Podemos usar o exercício físico para superar um vício graças aos vários benefícios que ele produz a nível físico e emocional.

Por que o exercício físico ajuda a superar um vício?

O exercício físico ajuda a perder e a administrar a perda de peso, a ter mais energia e força muscular, melhora a circulação, melhora a autoestima e o humor, reduz a depressão e a ansiedade e aumenta a acuidade mental, entre outros benefícios.
Um estudo publicado pelo Scandinavian Journal of Public Health apoia esta ideia. Este estudo descobriu que as pessoas que incorporaram exercícios em seus programas de reabilitação relataram uma menor ingestão de medicamentos e uma melhor qualidade de vida. Os participantes disseram que se sentiam mais enérgicos, conseguiam respirar melhor e se sentiam melhor em relação à aparência.

Exercício para superar a abstinência

A abstinência é uma experiência desagradável que ocorre quando se interrompe o consumo uma substância viciante, como o álcool ou as drogas, ou um comportamento, como jogos de azar, sexo compulsivo ou comer em excesso.
Os sintomas de abstinência variam em intensidade e dependem do indivíduo e do que eles estão se afastando. No entanto, é comum em todas as síndromes de abstinência o desejo pela substância ou comportamento, assim como a sensação de alívio quando a substância é consumida ou quando o comportamento ocorre.
Homem sofrendo com crise de abstinência
São comuns durante a abstinência os sentimentos de depressão ou desespero, ansiedade ou letargia, irritabilidade ou raiva. Além disso, podem surgir problemas digestivos e sintomas do sistema nervoso, tais como sudorese, boca seca ou úmida, dores de cabeça e tensão muscular.
Já sabemos que o exercício reduz o estresse, a ansiedade e a depressão. Como esses são os principais sintomas de abstinência, os especialistas sugerem cada vez mais que o exercício pode aliviá-los.
Por A Mente é Maravilhosa

16 grandes invenções descobertas por acaso

Às vezes nem a ciência é uma ciência exata. Confira acidentes, descuidos e consequências não planejadas que terminaram em grandes descobertas

(JamesBrey/Getty Images)
 surpresa é muito grande quando as coisas fazem “bum!” Num laboratório, às vezes rolam mais erros do que tentativas. Confira.

1. Borracha vulcanizada

Quando: 1839
Inventor: Charles Goodyear
O engenheiro descobriu a vulcanização (fortalecimento da borracha com enxofre) sem querer. Após produzir um lote de sacolas de borracha que derretia no calor ambiente, Goodyear cozinhou algumas partes para testar até que ponto o material resistia. Só que em vez de derreter, a borracha (cuja tinta continha enxofre) endurecia a altas temperaturas.

2. Insulina

Quando: 1889
Inventores: Oscar Minkowski e Joseph von Mehring
Os médicos alemães retiraram o pâncreas de um cão para averiguar se isso mudaria a digestão no animal quando notaram, por acaso, que o xixi do coitado passou a atrair moscas. Examinando a urina, perceberam que ela estava cheia de açúcar. Então concluíram que o pâncreas produz uma secreção responsável pela absorção do açúcar pelo organismo: a insulina, usada hoje para tratar a diabetes

3. Super Bonder

Quando: 1942
Inventor: Harry Coover
A supercola foi criada quando o químico tentava inventar miras de plástico para armas. Ele e sua equipe acabaram com uma meleca que grudava em tudo – um fracasso. Só seis anos depois, já trabalhando na Kodak, Coover decidiu transformar a gosma em um líquido adesivo.

4. Raio X

Quando: 1895
Inventor: Wilhelm Conrad Röntgen
O físico alemão estava trabalhando com um tubo de raios catódicos coberto com um papel grosso quando um ajudante notou que, mesmo coberto, o tubo iluminava a parede com uma luz verde. Röntgen nomeou esse raio que atravessava objetos de “raio X”, e depois descobriu que ele podia ser capturado em filmes fotográficos.

5. LSD

Quando: 1938
Inventor: Albert Hofmann
Em seu laboratório, em Basel, o químico suíço estudava derivados da ergolina, uma substância natural de alguns fungos, em busca de algo que impedisse o sangramento excessivo após o parto. Ao manusear por certo tempo uma das substâncias isoladas, teve que interromper o trabalho, pois estava tendo alucinações. A substância era o LSD.

6. Penicilina

Quando: 1928
Inventor: Alexander Fleming
O biólogo inglês estava atrás de substâncias que matassem bactérias em feridas. Durante algumas semanas de férias, ele esqueceu seu material de estudo sobre a mesa. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas tinha sido contaminada por um fungo, e que uma substância no fungo tinha matado as bactérias. Era a penicilina.

7. Viagra

Quando: 1998
Inventor: Pfizer
A empresa farmacêutica testava um novo medicamento contra a angina, doença que estreita veias que levam sangue ao coração, mas o estudo não estava trazendo bons resultados. Os farmacêuticos estavam prestes a desistir, quando notaram que o fluxo sanguíneo estava sendo estimulado, sim, só que não no coração…
Problemas deliciosos

Muitas das guloseimas e tecnologias da sua cozinha surgiram de pequenos fracassos

8. Picolé

Quando: 1905
Inventor: Frank Epperson
Frank tinha apenas 11 anos quando descobriu essa delícia gelada. Ele misturava um refresco em sua casa, quando esqueceu o copo, com o palito, na varanda. Na manhã seguinte, notou que a bebida tinha congelado com o palito dentro. O pequeno tinha criado o picolé, que só foi patenteado em 1923.

9. Sacarina

Quando: 1879
Inventor: Constantin Fahlberg
Fahlberg tentava criar um conservante de alimentos derivado do alcatrão quando descobriu um dos primeiros adoçantes da história. Certa noite, ele estranhou um sabor adocicado na sua refeição e lembrou que não tinha lavado as mãos ao sair do laboratório. No dia seguinte, ele voltou ao local de pesquisa e descobriu a substância.

10. Micro-ondas

Quando: 1945
Inventor: Percy Spencer
Spencer estava trabalhando em um radar de micro-ondas no laboratório de sua empresa, a Raytheon, quando reparou que o aparelho parecia emitir calor. Ele imediatamente testou o princípio em uma barra de chocolate, que derreteu. Depois de testes, Spencer usou o princípio para criar um novo tipo de forno.

11. Cookies de chocolate

Quando: 1930
Inventora: Ruth Wakefield
Ruth era a responsável pela cozinha da pousada que mantinha nos EUA. Um dia, fazendo biscoitos, notou que estava sem chocolate em pó. Usou pedaços do doce em barra na esperança de que derreteriam e se misturariam à massa. Não rolou: quando tirou os biscoitos do forno, tinha inventado os cookies com gotas de chocolate.

12. Palito de fósforo

Quando: 1826
Inventor: John Walker
Enquanto pesquisava uma maneira prática de obter fogo e transferi-lo a um material inflamável, o químico inglês notou que um dos palitos que ele estava usando para mexer uma mistura pegou fogo quando acidentalmente foi raspado contra o chão de pedra. Assim surgiu o palito de fósforo por fricção.

13. Teflon

Quando: 1938
Inventor: Roy J. Plunkett
O químico realizava experiências com gases para refrigeração. Só que o experimento não saiu como o planejado e, por acaso, a amostra virou uma substância em que quase nada grudava. Os militares americanos foram os primeiros a usarem o produto: eles revestiram tubos e vedações com teflon para conseguir produzir material radioativo para a bomba atômica.

14. Cereal matinal (tipo Sucrilhos)

Quando: 1894
Inventores: irmãos John Harvey Kellogg e Will Keith Kellogg
Os irmãos Kellogg descobriram o processo de criação de flocos de cereais por acidente. Eles deixaram uma massa de trigo descansar por tempo demais e a mistura ressecou. Em vez de jogar o produto fora, eles prensaram a massa tentando fazer folhas de pão. Conseguiram flocos, que assados viraram um “protótipo” sabor trigo do corn flakes.

15. Coca-Cola

Quando: 1886
Inventor: John Pemberton
A fórmula do refrigerante mais famoso do mundo é secreta, mas o objetivo de Pemberton quando misturou vários ingredientes (entre eles folhas de coca e nozes-de-cola) era criar um remédio para dor de cabeça. A bebida foi vendida como tônico, em uma farmácia de Atlanta, e só se tornou o refrigerante que conhecemos após 1899.

16. Batata chips

Quando: 1853
Inventor: George Crum
O chef do hotel Moon’s Lake, em Nova York, estava irritado com um cliente que reclamava que suas batatas eram encharcadas e decidiu sacaneá-lo. Cortou os tubérculos da maneira mais fina possível e fritou. O que era pra ser uma provocação virou um hit: o cliente adorou.
FONTES Sites GoodyearPfizerKelloggWomen InventorsCoca-ColaBoston HeraldRaytheon e History Channel
Por Kleyson Barbosa/Superinteressante

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

INCLUSÃO ESCOLAR: O ENSINO COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS


Meu filho vai começar a frequentar a escola. E agora? Esse é um receio que grande parte dos pais sente quando é chegado o período de introdução no sistema de ensino. Entre os questionamentos estão: “será que ele irá se adaptar? Será que fará amigos? Irá aprender?” – entre tantas outras perguntas que permeiam esse novo universo de possibilidades que se abrirá para as crianças em idade escolar.
Mas, como será com meu filho, que está no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)? A expectativa é que a criança seja acolhida da mesma maneira pela escola.
As crianças com distúrbios do espectro do autismo estão cada vez mais incluídas nas salas de aula de educação geral. Esse tem sido inclusive considerado um reforço no processo de inclusão social do autista.
Estudos demonstram que introduzir as crianças com TEA e permitir que elas compartilhem de atividades com colegas ainda na primeira infância pode ser uma intervenção preventiva chave para estimular o desenvolvimento das habilidades sociais que eles estabelecerão ao longo da vida.
Esse processo de inclusão começa no acesso à escola e se estende à sua permanência e aprendizagem na instituição.
Uma das estratégias para facilitar a adaptação escolar da criança cabe à instituição de ensino. Investir na capacitação do corpo docente, bem como dos demais colaboradores da instituição, é fundamental para que estejam preparados para receber o aluno com TEA e sejam verdadeiros facilitadores da inserção da criança nesse novo ambiente. Há medidas que podem auxiliar como contar com professores de reforço para que seja melhor aproveitado o conteúdo apresentado em sala.
Mais do que o autista se adaptar ao novo meio, a escola deve se preparar para receber o aluno. Para tanto, traçar um plano de ensino de forma a respeitar a capacidade de cada criança, com base em suas capacidades e fragilidades, bem como estabelecer estratégias de aprendizagem diversificadas.
Além disso, promover a integração com os colegas de sala de maneira a possibilitar a criação de vínculo e proximidade com as demais crianças é fundamental no processo de adaptação do autista. Respeitando as limitações sociais e sensoriais da criança, procure promover atividades que ajudem nesse processo de aproximação.

Conheça os direitos em prol da adaptação escolar
Há leis que garantem àqueles que estão no TEA ou apresentam algum outro tipo de deficiência o direito ao ingresso na escola – seja ela pública ou privada. Primeiramente, é importante compreender que “a pessoa com transtorno do espectro do autismo é considerada com deficiência para todos os efeitos legais” – conforme estabelece em seu parágrafo 2º do artigo 1 a Lei nº. 12.764/2012 – que Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista;
Um dos direitos é que, em caso de necessidade, o aluno com TEA poderá ter acesso a um profissional de apoio escolar, como um professor de apoio, para auxiliar no processo de aprendizagem em sala – conforme expresso na referida Lei nº 12.764/2012.
Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), esclarece que a “pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas;” (acesse a íntegra aqui)
Já a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência prevê, entre outras coisas, que:
“a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência;
  1. b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;
  2. c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;
  3. d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;
  4. e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.” – acesse a íntegra a Convenção aqui

Outro importante documento que vale à pena ser lido é “Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva”, do Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão”. Nele há indicativos que esclarecem a perspectiva de se haver acompanhamento especializado durante o processo de aprendizagem escolar.
Por NeuroConecta