quarta-feira, 22 de março de 2017

A história de 18 grandes mulheres brasileiras, reunidas num livro on-line

Carolina Maria de Jesus, um dos principais nomes da literatura no Brasil - Foto: Audálio Dantas/Agência Brasil Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/03/21/A-hist%C3%B3ria-de-18-grandes-mulheres-brasileiras-reunidas-num-livro-on-line © 2017 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.
Lançada pela Fundação Joaquim Nabuco, obra traça o perfil de personagens que se destacaram em diferentes áreas
Caio do Valle, no Nexo
Salvaguardadas as exceções, ainda é tímido, na tradicional narrativa histórica, o espaço conferido às mulheres na construção social, política, cultural e econômica do Brasil. O protagonismo masculino perdura nesse terreno, bem como no da memória social. Assim, o passado segue se organizando em torno do vulto de grandes homens, refletidos em monumentos, nomes de ruas e episódios consagrados no imaginário popular. Um livro gratuito publicado pela Fundação Joaquim Nabuco, do Recife, tenta corrigir um pouco dessa distorção, apresentando 18 mulheres brasileiras que se destacaram ao longo dos últimos séculos. Em comum entre si, as homenageadas na obra “Memória Feminina: mulheres na história, história de mulheres” têm contribuições que se encontram, “em sua maioria, representadas em museus e espaços de memórias”, como arquivos e centros culturais.
Apesar desse foco, segundo escrevem na apresentação os pesquisadores Maria Elisabete Arruda de Assis e Maurício Antunes, além de patrimônios materiais (representados por objetos pessoais, obras de arte, manuscritos, livros), buscou-se acessar os imateriais. Quer dizer, os que “não estavam apenas nos museus brasileiros, mas também nas comunidades locais”: tradições legadas de uma geração para a outra. É por isso que o leitor encontra artigos sobre as cirandas de Lia de Itamaracá, a preservação da tradição religiosa de matriz africana Xambá por Mãe Biu em Pernambuco, bem como a contribuição de Dona Santa, na preservação dos maracatus. Também há um texto sobre a líder sindicalista Margarida Alves, defensora dos direitos dos trabalhadores sem terra assassinada em 1983 e inspiradora da Marcha das Margaridas.
A importância feminina na literatura
No campo das letras, aparecem Carolina Maria de Jesus, Pagu e Clarice Lispector. A primeira, moradora de uma favela paulistana, ganhou notoriedade mundial ao publicar o livro “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, em 1960. Nessa obra, vêm à tona as condições precárias de vida de parcela significativa da população, em especial das mulheres pobres.
“Essas mulheres, como Carolina, responsáveis por seu próprio sustento, apesar de desqualificadas pela imprensa e por fontes oficiais, compunham um grupo que teve presença constante e intensa pelas ruas da cidade de São Paulo desde o período colonial. Suas falas, entretanto, sempre apareciam de forma indireta, transcritas nos documentos pela pena dos escrivães, o que as impedia de assumir um protagonismo narrativo”
Elena Pajaro Peres historiadora, responsável pelo artigo sobre Carolina Maria de Jesus
Figuras de destaque nas lutas feministas e nas artes
O livro ainda traz o perfil de pessoas de “inestimável contribuição para a mudança do papel da mulher na sociedade quanto aos seus direitos”, como a zoóloga Bertha Lutz, sufragista nos anos 1920, e a escritora Francisca Senhorinha da Motta Diniz, que fundou, no século 19, o primeiro periódico do país pela emancipação feminina. As artistas plásticas Tarsila do Amaral, Maria de Lourdes Martins Pereira de Souza, Lygia Pape, Djanira da Motta e Silva, Georgina de Albuquerque e Nair de Teffé aparecem retratadas em seus contextos históricos e por meio de suas trajetórias de vida e profissional. Há ainda relatos sobre a atriz Leila Diniz, identificada como um símbolo da liberdade sexual dos anos 1960, e Nise da Silveira, proeminente figura da psiquiatria brasileira no século passado. Um capítulo do livro é dedicado à figura da “Miss Sambaqui”, um crânio de mulher pré-histórico encontrado no litoral paulista na década de 1950.
Anonimato e invisibilidade
Segundo Maria Elisabete Arruda de Assis, diretora do Museu da Abolição, e Maurício Antunes, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, as histórias são cristalizações de muitas outras, anônimas e invisibilizadas. A intenção é que se tornem espelhos para brasileiras, jovens e adultas, se olharem, se reconhecerem e se projetarem no futuro, “como cidadãs a serem respeitadas nas diferenças e na luta pela conquista da igualdade de gênero em nossa sociedade”. Ainda de acordo com eles, o objetivo do livro é desmontar preconceitos que esconderam ou apagaram a presença das mulheres na história do Brasil.
“Nossa história coletiva ganha com acercar-se desse conjunto de mulheres que foram sujeito da história de nosso país: sim, temos pintoras, escultoras, escritoras, atrizes, cientistas que foram rebeldes e afirmaram-se como protagonistas”
Tatau Godinho doutora em ciências sociais, no prefácio do livro
Por Livros e Pessoas

terça-feira, 21 de março de 2017

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down


Dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.
Mais interessante ainda que a origem da data, é a sua razão de existir. Afinal, por que comemorar uma síndrome?!
Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.
A Síndrome de Down foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down (que bem podia chamar-se John Up, pra colaborar…!), e apesar de ainda estarmos em situação muito distante da ideal, nesse intervalo de 153 anos muitos foram os avanços no âmbito da ciência e da sociedade, de forma especial nas últimas três décadas. Basta você observar com os casos da síndrome aparentemente “aumentaram”. Mas não. É que antigamente as crianças ou adultos com a síndrome pouco saíam de casa, infelizmente….
Por falar nisso, essa participação social é uma das questões que a celebração dessa data, já em sua 10ª edição, visa destacar: a Síndrome de Down não é uma doença, e não impede, de maneira nenhuma, que o indivíduo tenha uma vida social normal (se é que esse termo ainda faz algum sentido). E, nessa questão, já se emenda uma outra, igualmente importante: a inclusão. Felizmente, hoje em dia, isso é lei, mas muitas pessoas ainda desconhecem: criança com Síndrome de Down (ou qualquer outra dificuldade de aprendizado) tem que ser matriculada em escola regular. Isso mesmo, junto com todas as outras crianças. Essa convivência é extremamente saudável para todos, e a conduta mais eficiente para o aprendizado pedagógico – que se torna um pouco mais demorado devido àquele terceiro cromossomo, mas acontece.
Essa data visa chamar a atenção especialmente das pessoas pouco informadas sobre as capacidades das pessoas com a Síndrome de Down. Elas possuem tantas outras características quanto os demais seres humanos, ou seja, a síndrome não as define. É muito importante que todos saibam (outra tarefa do 21/03) que cada pessoa com síndrome de Down também tem gostos específicos, personalidade própria e individual, habilidades e vocações distintas entre si. Portanto, devem ser evitados os “rótulos” provocados por expressões do tipo “Ah, como ‘os Downs” são carinhosos!” ou “Eles são todos tão teimosos, não?!”… Em respeito à individualidade de qualquer ser humano, esse tipo de generalização não deve ser aplicada a nenhum grupo, nem a este, por melhor que seja a intenção de quem o faz.
Obviamente o diagnóstico genético carrega consigo algumas especificidades, como, por exemplo, a cardiopatia (problemas no coração), presente em aproximadamente 50% dos casos; às vezes problemas de audição e/ou visão; atraso no desenvolvimento intelectual e da fala, dentre alguns outros. Mas são questões pontuais e de saúde, a serem detectadas e tratadas medica e terapeuticamente, de maneira que não definem qualquer prognóstico, ou seja, ninguém jamais pode prever até onde pode chegar o desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down – assim como das demais pessoas. Elas devem ser estimuladas a terem sonhos e projetos, crescerem, estudarem e trabalharem como qualquer ser humano, e têm todo o direito de lutar pela sua total autonomia, sem que sua condição genética represente qualquer tipo de barreira. Ou existe alguém que não possui limitações?!
Na verdade, toda convivência saudável entre amigos e familiares, colegas e sociedade, de maneira atenta a todo tipo de diversidade, é sempre muito enriquecedora. O mesmo acontece quando você tem a oportunidade de conviver com uma pessoa com a Síndrome de Down. Olhe para ela, e não para a síndrome, e você vai descobrir um ser humano tão incrível quanto você.
Por Luciana Bettiol, Ativadora da Rede do Movimento Down


    O CAE – Centro de Atendimento Especializado Espaço Luz, oferece atendimentos aos portadores da síndrome de Down. Ligue 98897-8790
    Por Portal Mídia Net

    segunda-feira, 20 de março de 2017

    Idosa de 86 anos cursa último ano de Educação Física em Porto Ferreira, SP

    Ela faz natação e vôlei adaptado e nunca esqueceu do amor pelo esporte.
    Nilcea Barroso prestou vestibular com 83 anos e passou em primeiro lugar.

    Em uma sala de aula de uma faculdade em Porto Ferreira (SP), um olhar maduro chama atenção. Aluna do último ano do curso de Educação Física, Nilcea Barroso Carrera de 86 anos sempre desejou trabalhar na área. "Na época em que eu podia fazer educação física, na minha juventude, eu não consegui porque a minha mãe não tinha condições financeiras", contou.
    Fazia mais de 50 anos que eu não pegava um caderno para estudar"
    Nilcea Barroso Carrera, 86 anos
    Nilcea foi aprovada em primeiro lugar e, atualmente, os colegas de turma contam que ela mais ensina do que aprende. Segundo eles, ela corrige o português nos trabalhos em grupo.
    “Fazer esporte, jogar vôlei, fazer natação, estudar, ser mãe, ter filhos, quero chegar nessa idade desse jeito", afirmou Gabriela Mansales, colega de classe da idosa.
    Filha e neta de Nilcea também são da área de educação física (Foto: Reginaldo dos Santos /EPTV) 
    Filha e neta de Nilcea são da área de educação
    física (Foto: Reginaldo dos Santos /EPTV)
    Inspiração
    Nilcea acabou se tornando professora, mas nunca esqueceu a paixão por esportes. "Eu lecionei 26 anos e, na época, tinha no currículo educação física no horário, mas ninguém dava porque não era obrigatório. Não era obrigatório, mas eu ensinava" relatou ela, que teve ajuda dos sobrinhos que trabalhavam na área e emprestavam apostilas.

    O gosto pela profissão atravessou gerações. Nilcea viu com orgulho netos e filhos se tornarem professores da disciplina. “A inspiração da família é ela”, contou a filha Carla Barroso.
    “Minha mãe, meu irmão, tios, primos, vai longe, o amor pelo esporte não é só hobby, a gente gosta mesmo, não fica sem”, disse Lia Fernanda Barroso, neta de Nilcea e educadora física.
    Nilcea não abre mão das aulas práticas (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV) 
    Nilcea não abre mão das aulas práticas
    (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)
    Amor pelo esporte
    Praticante de vôlei desde os 14 anos, aos 60 anos Nilcea descobriu uma nova habilidade: a natação. Em 2010 e 2011 ela conquistou medalha de ouro na modalidade nos Jogos Regionais dos Idosos.
    Disposta, Nilcea não abre mão das aulas práticas do curso e garante que não vai parar. "Eu quero continuar dentro do esporte, acho que como professora de Educação Física eu tenho uma chance”, concluiu.
    Nilcea de 86 anos é aluna do último ano do curso de educção física (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV) 
    Nilcea de 86 anos é aluna do último ano do curso de educção física (Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV)
    Por G1 São Carlos e Araraquara
     

    Em Sertãozinho, projeto sustentável diminui produção de lixo em 10 vezes

    Projeto “Composteira na Minha Cidade” acompanhou famílias do município que toparam reduzir a produção de lixo orgânico

    Revide, Em Sertãozinho, projeto sustentável diminui produção de lixo em 10 vezes , composteira, sertãozinho, lixo, orgânico, sustentável, sustentabilidade

    Em Sertãozinho, um projeto-piloto para destinação sustentável do lixo orgânico conseguiu diminuir em mais de 10 vezes a produção deste tipo de lixo. O Projeto “Composteira na Minha Cidade” é fruto da parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente do município e de duas ONG’s Agir Ambiental e Florespi, e visa à conscientização sobre o reaproveitamento de resíduos orgânicos, transformando-os em adubos sólidos e líquidos, ocasionando a redução de material orgânico que é descartado e enviado para a coleta domiciliar e aterros sanitários.
    A experiência aconteceu durante o ano de 2016, mas teve os resultados divulgados na última semana. Durante o período de dois meses, as 13 famílias que aceitaram participar da atividade foram assessoradas pelas ONGs. Cada uma delas recebeu um kit contendo uma composteira e utensílios para auxiliar a manutenção do trabalho de reaproveitamento dos resíduos, como baldes e pás.
    Durante os dois primeiros meses do Projeto, as 13 famílias participantes produziram 282,5 kg de resíduos orgânicos, uma média de 0,3 kg de resíduos por pessoa ao dia. E na comparação com uma família que não utiliza a composteira, o resultado é emblemático:
    Enquanto uma família de cinco pessoas, que utiliza o método, gerou 4,89 kg de resíduos orgânicos em 60 dias, outra família composta por somente 2 pessoas gerou 56,2 kg. Os produtos despejados na composteira eram restos de alimentos, cascas de frutas, borras de café e guardanapos e papel toalha já utilizado.
    “As famílias dedicam apenas 30 minutos por semana aos cuidados com a composteira, com o envolvimento de vários de seus membros, o que gera uma união em torno da tarefa. O desperdício também é um fator sobre o qual as famílias participantes puderam refletir durante o processo”, analisou o diretor do Departamento de Gestão de Resíduos Sólidos, Aluísio Edson Moraes Júnior.
    O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alexandre Ribeiro Gomes, destacou a importância da prática em várias frentes, já que ele ajuda, inclusive, na diminuição dos gastos do município, caso seja ampliado, na coleta de lixo, por exemplo. “A prática leva o cidadão a abandonar o discurso e praticar a sustentabilidade de fato. Além disso, temos vários outros pontos positivos, com destaque para a redução da quantidade de resíduos orgânicos direcionados aos aterros sanitários de forma desnecessária, que gera economia ao município”, afirmou.
    Foto: Marcos Santos/USP Imagens
    Por Redação Revide

    terça-feira, 14 de março de 2017

    Conheça a história por trás da icônica foto de Einstein mostrando a língua

    A famosa foto com a língua de fora, que imortalizou o gênio, completa 66 anos e foi clicada durante o seu aniversário, em um momento de 'protesto' do físico
    Einstein gostou tanto da fotografia que utilizou a imagem para a produção de cartões postais pessoais - Foto: Arthur Sasse/ United Press
    Einstein gostou tanto da fotografia que utilizou a imagem para a produção de cartões postais pessoais - Foto: Arthur Sasse/ United Press
    A fotografia mais conhecida por popularizar Albert Einstein no mundo, aquela em que aparece mostrando a língua, completa hoje 66 anos que foi clicada.
    A cena foi capturada pelo fotógrafo da United Press International (UPI), Arthur Sasse, depois de um evento na Universidade de Princenton, nos EUA, em comemoração ao aniversário de 72 anos do físico, em 1951.
    Os relatos da época, registrados por pesquisadores, indicam que o fotógrafo e outros profissionais ao acompanharem as solenidades durante o dia pediram para que Einstein sorrisse para as câmeras diversas vezes, afim de que ficasse com um "rosto mais simpático" nas cenas das comemorações.
    Cansado de sorrir durante todo o dia para os fotógrafos, ele disse: "Já basta! É suficiente!" Como a frase não encerrou o ímpeto dos profissionais que o acompanhavam, teve uma reação ainda mais intensa, que foi mostrar a língua. O gesto foi um "protesto" aos fotógrafos que estavam cobrindo o evento.
    A foto do maior cientista da história com a língua de fora é tão conhecida no mundo quanto sua fórmula E=mc², a famosa equação que determina a relação da transformação da massa de um objeto em energia. O físico alemão também foi ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1921 e eleito pela Revista Time como a personalidade do século XX. 
    Einstein não conseguia entender como havia se tornado tão popular no mundo escrevendo livros de interesse tão restrito, difícil de serem compreendidos pela maioria das pessoas. A fotografia se tornou tão famosa porque contrapõe a genialidade do cientista com a ingenuidade da brincadeira de uma criança.

    Cartão postal

    O mais curioso é que Einstein, realmente, gostou da fotografia. Ele utilizou a imagem, recortando as demais pessoas que estavam na cena e deixando apenas o seu rosto, para a produção de cartões postais, que enviava aos seus amigos.
    Na fotografia original estavam ainda o ex-diretor do Instituto de Estudos Avançados, dr. Frank Aydelotte e sua esposa, além de Einstein.
     A imagem original foi clicada dentro de um carro com a presença do diretor do Institute for Advanced Study e sua esposa, além de Einstein - Foto: Arthur Sasse/ United Press
    A imagem original foi clicada dentro de um carro com a presença do diretor do Institute for Advanced Study e sua esposa, além de Einstein - Foto: Arthur Sasse/ United Press
    Por Dennys Marcel/UOL



    Sustentabilidade: garoto de 7 anos cria empresa de reciclagem

    Algumas crianças surpreendem com suas paixões. Ryan Hickman, menino de 7 anos da Califórnia, nos Estados Unidos, é um deles. O garoto tem fascínio por reciclagem, e seu amor pela sustentabilidade lhe rendeu uma empresa de reciclagem muito bem-sucedida.
    Aos 3 anos, Ryan mostrou interesse pelo assunto, quando entrou em contato com a reciclagem pela primeira vez. De acordo com informações do site My Modern Met, o pai do menino conta: “Ele gosta de selecionar quase todo tipo de material e gosta de colocar garrafas na máquina também”.
    Créditos: Divulgação
    Ryan é apaixonado por reciclagem desde os 3 anos
    Depois daquele primeiro encontro, Ryan pediu ao pai para começar a coletar o lixo reciclável da vizinhança. Sua mãe e ele passaram, inclusive, a entregar sacos de lixo em cada casa ao redor, a fim de facilitar o processo.
    Hoje, depois de quatro anos, o plano do menino cresceu e se tornou bem-sucedido. Com sua empresa, Ryan opera em cinco bairros diferentes e tem 40 clientes. Ele separa o lixo coletado em oito latas guardadas no jardim da sua casa. De tempos em tempos, o menino vai até o centro de reciclagem levar os itens de plástico, papel e vidro que armazena.
    Todo o seu trabalho já foi revertido em 200.000 latas e garrafas e mais de 1.600 dólares em doações para a caridade. O resto, cerca de 10.000 dólares, foi guardado para garantir o acesso de Ryan à faculdade.
    Por redação catraquinha/Catraca Livre

    segunda-feira, 13 de março de 2017

    7 mulheres que mudaram a Educação

    Quem já foi estudante e quem trabalha diariamente em uma escola vê que a grande maioria do corpo docente é composto por mulheres. Entretanto, quando falamos de pensadores da Educação, aquelas pessoas que têm um nome de peso nos estudos da área, a realidade se inverte um pouco e tendemos a citar nomes de homens, como Paulo Freire, Jean Piaget, Lev Vygotsky, entre outros.
    No entanto, as mulheres deram, sim, e continuam dando muitas e grandes contribuições para pensar e transformar a Educação. Abaixo, conheça sete educadoras que são exemplos para professoras e estudantes de muitas áreas de todo o mundo:
    Anne Sullivan
    Anne Sullivan e Helen Keller
    Devido a um problema de saúde, a educadora americana Anne Sullivan (1866-1936) perdeu a visão quando criança. Aos 20 anos, depois de se formar na escola, foi contratada como professora particular e em tempo integral de Helen Keller, garota cega e surda que nunca tinha recebido nenhum tipo de Educação formal da família. Através do tato, ela ensinou a menina a reconhecer objetos e associá-los a palavras. Com a ajuda de Anne, Helen conseguiu aprender inglês, francês, alemão, ficou proficiente em braile e em linguagem de sinais na palma da mão. Além disso, Helen se formou em Filosofia, se tornou ativista política e publicou 12 livros. Se você quiser saber mais sobre a história dessas duas mulheres, vale muito a pena assistir ao filme O Milagre de Anne Sullivan.

    Dorina Nowill

    A educadora Dorina Nowill (1919-2009) perdeu a visão aos 17 anos. Ela foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, no centro de São Paulo, onde se formou como professora. Posteriormente, se especializou em Educação de cegos na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 1946, criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil e, em 1948, fundou a primeira imprensa Braille em grande escala do país, que imprimia livros didáticos e outros documentos. Dorina também dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que criou os primeiros serviços de Educação de cegos no país e também lutou pelas aberturas de vagas para pessoas com deficiência visual no mundo do trabalho.

    Emília Ferreiro

    A pedagoga e psicolinguista argentina Emilia Ferreiro (1937) revolucionou a maneira de se pensar a alfabetização e foi quem mais influenciou a Educação brasileira nos últimos 40 anos.  Fez doutorado na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, e focou seus estudos em investigações sobre a escrita. Em 1979, em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky, lançou o livro Psicogênese da Língua Escrita. Sua obra influenciou tanto os educadores brasileiros que até mesmo os Parâmetros Curriculares Nacionais são inspirados por ela. Aqui você encontra uma série de vídeos que NOVA ESCOLA gravou com a estudiosa.

    Maria Montessori

    Maria Montessori (1870-1952) foi a primeira mulher a se formar em medicina na Itália. Entretanto, não pode seguir a carreira como desejava, pois, na época, não era permitido às mulheres examinar homens. Por isso, começou a trabalhar com crianças com deficiência na clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de Roma e, com base nos estudos e trabalhos com elas, criou o método Montessori, que dava mais ênfase à autoeducação (desenvolvimento da criança por seus próprios esforços, no seu ritmo e seguindo seus interesses) do que ao papel do professor como fonte de conhecimento. Para ela, o objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma "Educação para a vida" e isso é feito através da individualidade, da atividade e da liberdade (em equilíbrio com a disciplina) do aluno.

    Débora Seabra

    Débora Seabra (1981) foi primeira professora com Síndrome de Down do Brasil. Formada em magistério na EE Professor Luis Antônio, em Natal, ela trabalha como professora assistente em turmas de Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental, desde 2004. Quando ela nasceu, na década de 1980, pouco se sabia no Brasil sobre a trissomia do cromossomo 21, ou Síndrome de Down, mas seus pais sempre fizeram questão de que ela estudasse em instituições de ensino regular. Hoje, ela também dá palestras em vários países e já lançou um livro de fábulas infantis. Leia aqui um depoimento da professora Débora sobre sua trajetória.

    Marie Curie

    A cientista polonesa Marie Curie (1867-1934) se formou em Matemática e Física, na Universidade de Sorbonne, na França. Com seu marido, Pierre Curie, descobriu os elementos químicos Polônio (nome dado em homenagem ao seu país) e Rádio, iniciando as primeiras pesquisas sobre radioatividade (termo criado por ela mesma). As pesquisas de Marie Curie foram tão relevantes que, em 1903, ela recebeu o Prêmio Nobel de Física e, 8 anos depois, o de Química. Ela foi a primeira mulher a ganhar o Nobel e a primeira pessoa a recebê-lo duas vezes. Além dos estudos sobre Física e Química, Marie Curie era professora e começou a lecionar aos 18 anos. Entre as instituições em que deu aula, estava uma universidade considerada ilegal por desafiar as políticas de repressão impostas pelo Império Russo e frequentada principalmente por mulheres impedidas de estudar. Segundo suas alunas, Marie dava a elas oportunidades que, na época, eram restritas apenas aos alunos, como visitas a laboratórios de pesquisa e contato com equipamentos de experimentos.

    Hannah Arendt


    A família da alemã Hannah Arendt (1906-1975) era judia e, devido ao regime nazista, teve que deixar o país. Primeiro, eles foram para a França e, de lá, seguiram para os Estados Unidos, onde Arendt permaneceu como apátrida até se naturalizar americana, já em 1951. Conhecida como filósofa, ela preferia o título de teórica política. Publicou uma das obras mais famosas do século XX, o livro As Origens do Totalitarismo, em que analisa as formas totalitárias de poder e a banalização do terror.  Arendt também refletiu sobre Educação e, nos textos A Crise na Educação e no Reflexões sobre Little Rock, discute o papel da área na vida dos alunos. 
    Por Nairim Bernardo/Nova Escola