sábado, 22 de abril de 2017

Veja quem é a cientista brasileira eleita pela revista 'Time' para a lista dos '100 mais influentes' de 2017


A cientista brasileira Celina Turchi, da Fiocruz Pernambuco, é uma das 100 personalidades mais influentes do mundo de 2017, segundo a tradicional lista publicada anualmente pela revista americana "Time". A médica especialista em doenças infecciosas teve papel importante na descoberta recente da relação entre a microcefalia e o vírus da zika.
Não é a primeira vez que Celina tem seu trabalho reconhecido internacionalmente com uma honraria do tipo: em dezembro, ela apareceu na lista dos 10 cientistas mais importantes de 2016 da revista "Nature". Na lista da revista "Time", a pesquisadora aparece na categoria "Pioneiros".
Para realizar os estudos que colaboraram com a descoberta da relação entre o virus da zika e a microcefalia, a cientista organizou uma força-tarefa de cientistas do mundo todo, entre epidemiologistas, especialistas em doenças infecciosas, pediatras, neurologistas e biólogos especializados em reprodução.
O perfil de Celina na revista "Time" foi escrito pelo cientista Tom Frieden, que foi o diretor dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) até o início de 2017.
"Uma especialista em doenças infecciosas de Recife, no Brasil - que era o epicentro da primeira grande epidemia de microcefalia associada à zika - Turchi trabalhou sem parar, perdendo refeições e tempo de sono para descobrir o que estava acontecendo", diz o texto de Frieden. "Os estudos de Turchi foram parte de uma investigação de emergência que, em última instância, provaram que o vírus da zika de fato causa microcefalia - algo de que muitos céticos duvidavam."
"Turchi é apaixonada, focada e um modelo do tipo de liderança e colaboração global necessárias para proteger a saúde humana", concluiu Frieden sobre a brasileira.
Por G1


Amazon promove feira de troca de livros no domingo (23)

Feira de troca de livros, 23 de abril (Mariana Krauss/MEON/Veja SP)
No próximo domingo (23), das 9h às 16h, a Amazon promove uma feira de troca de livros ao ar livre no Parque Villa Lobos. A empresa arrecadou doações dos funcionários e contou com o apoio de editoras, que doaram títulos para disponibilizar na feira. A ideia principal é promover a troca: para isso, cada visitante que quiser participar deve levar um ou mais títulos. O número de trocas por visitante é ilimitado.
A feira também terá contação de histórias para as crianças e a presença de autoras brasileiras – Bianca Sousa, Camila Fernandes Ohl Ferreira, Karen Alvares, Keila Gon, Mari Scotti e Gisele Mibarai – que lerão trechos de seus livros. Ao final do evento, os livros que sobrarem serão doados para instituições sem fins lucrativos que promovem a leitura.
O evento é uma comemoração do Dia Mundial do Livro. A data escolhida marca a morte de três importantes autores: o dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), o dramaturgo e escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) e cronista peruano Inca Garcilaso de la Vega (1539-1616).
Por Catherine Barros, na Veja SP/livros e pessoas

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Alagoana que estuda em Harvard preside a Brazil Conference


 A poucos meses de se formar em economia pela Universidade de Harvard (Cambridge, EUA), a alagoana Larissa Maranhão, 22 anos, ganhou destaque ao presidir a Brazil Conference, entre os dias 7 e 8 deste mês. Realizado desde 2015 por brasileiros que estudam em Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o evento promove debates sobre os principais desafios para o Brasil, e reuniu, neste ano, personalidades do mundo jurídico, político e empresarial.
“A primeira lição que ficou dessa experiência é a vontade que esta nova geração tem de mudar o país”, avalia Larissa, envolvida na organização da Brazil Conference desde sua primeira edição. “Muitos alunos querem, a longo prazo, voltar para o Brasil. Eu também quero poder ajudar meu país. Essa vontade é muito inspiradora. A segunda lição é a nossa força de mobilização.”
Persistência – Foi preciso muita determinação para Larissa realizar o sonho de estudar em uma das mais prestigiadas universidades do mundo – desejo que acalenta desde os nove anos, quando ouviu um tio comentar sobre Harvard. Filha de engenheiros agrônomos, ela trocou a festa de 15 anos por um curso de inglês para ganhar fluência no idioma. Apesar de dedicada, não foi aprovada na primeira vez em que se candidatou, pois, por falta de experiência, perdeu um dos prazos. Nem por isso ela desistiu.
Anos depois, viria o próximo passo rumo à conquista de Harvard: deixar o curso de economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ainda no primeiro período. A atitude assustou sua família, mas a estudante provou que estava certa ao focar em seu objetivo. “A UFRJ é muito boa e foi uma conquista, mas eu queria Harvard”, conta.
Outra atitude decisiva foi procurar, em São Paulo, a Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos que seleciona candidatos a bolsas para as melhores universidades do Brasil e do mundo. A recompensa chegou em abril de 2013, quando a alagoana não apenas foi aprovada na Universidade de Harvard, como em outras dez instituições no exterior. Atualmente, ela é a única representante do Nordeste brasileiro entre os estudantes que conseguiram uma vaga em Harvard.
Aperfeiçoamento – Em 2018, quando não estará mais em Harvard, Larissa permanecerá nos Estados Unidos e pretende manter seu vínculo com a Brazil Conference. “Farei todo o processo de transição. Para o ano que vem, pensamos em trazer a transparência como tema”, adianta. O retorno ao Brasil deve ocorrer nos próximos anos. Antes disso, ela investirá em todas as formas de complementar sua formação. Atributos não lhe faltam. Larissa ainda vai longe.
Assessoria de Comunicação Social/Portal do MEC

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A origem dos 15 sobrenomes brasileiros mais populares

Você já se perguntou de onde vieram nomes como Lima, Pereira, Rodrigues, Costa, Souza e tantos outros? Nós temos as respostas!

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Silva, Santos, Lima, Oliveira… quando se tornou necessário criar mais distinções para as pessoas não se confundirem umas com as outras, o homem olhou para a vegetação, para a geografia e para onde mais houvesse inspiração. O resultado: uma mistura de sobrenomes que já têm vários séculos de idade. Saiba quais são os mais presentes entre a população brasileira e como eles surgiram. Obs.: Como não há listagem oficial dos sobrenomes mais comuns no Brasil, o ranking a seguir é baseado em dados da Telefônica Vivo (SP). Os dados são referentes a 2013, ano original de publicação desta reportagem.

1. Silva

Origem – Portugal
Quantidade em SP – 698.448

Acredita-se que surgiu no Império Romano para designar moradores de regiões de matas – “silva”, em latim, é “selva”. Trazido ao Brasil pelos colonizadores, foi adotado também por escravos libertos. O registro mais antigo por aqui é de 1612

2. Santos

Origem – Portugal
Quantidade em SP – 426.453

Sua origem é religiosa: era dado, em Portugal, a quem nascia no dia 1º de novembro – o Dia de Todos os Santos. Cristãos-novos (judeus convertidos que viviam na Península Ibérica) também o adotaram para fugir da Inquisição

3. Oliveira

Origem – Portugal
Quantidade em SP – 244.173

O primeiro português a usar seria dono de uma vasta plantação de oliveiras, a árvore que produz a azeitona. O mais remoto membro da família é o lusitano Pedro de Oliveira, que viveu há cerca de 700 anos. Uma oliveira pintada de verde figura no centro do brasão

4. Souza (e Sousa)

Origem – Portugal
Quantidade em SP – 232.295

É derivado do latim (“saxa”) e quer dizer “seixos” ou “rochas”. O nome pertenceu a uma família portuguesa que tinha ancestrais entre os visigodos, povos bárbaros do norte da Europa. Tomé de Souza, primeiro governador-geral do Brasil, foi um membro ilustre

5. Lima

Origem – Portugal
Quantidade em SP – 108.139

A maior hipótese é que venha do rio espanhol Limia. A palavra celta significaria esquecimento: segundo a lenda, quem atravessasse Limia perderia a memória. Em Portugal, uma das primeiras famílias foi a de dom João Fernandes de Lima, senhor das terras de Limia

6. Pereira

Origem – Portugal
Quantidade em SP – 94.451

Ao que tudo indica, é uma referência a uma propriedade que tinha uma plantação de peras, a Quinta de Pereira, localizada ao norte de Portugal. Quem usou o nome primeiro foi um rico e poderoso senhor do século 13, chamado dom Gonçalo Pereira.
Por Yuri Vasconcelos/Mundo Estranho

Que tal trocar garrafas plásticas por esta esfera de água comestível?

Ecologicamente correta, a Ohoo! se decompõe no ambiente em até seis semanas

Bebo-o pois liquido é, se sólido fosse, comê-lo-ia”. Se estivesse vivo, o ex-presidente Jânio Quadros ficaria intrigado com a mais nova forma de se hidratar – mastigar pequenas esferas de água. A invenção de uma startup inglesa consiste em armazenar o líquido em bolhas transparentes, que explodem na boca.A “Ooho!” vem sendo desenvolvida há dois anos e se apresenta como uma alternativa mais sustentável às garrafinhas plásticas. A campanha de crowdfunding, para tocar a produção em larga escala, foi um sucesso: mais de 900 pessoas apostaram na ideia, investindo quase £ 800 mil (cerca de R$ 3100) – o dobro da meta inicial.

Feita de um extrato natural de algas-marinhas, as esferas cabem na palma da mão e são ecologicamente corretas. Caso não sejam consumidas, se degradam no ambiente em até no máximo seis semanas. Mais fácil do que mastigar água, diriam os mais antigos.

Segundo o time da Skipping Rocks Lab, a Ooho! pode servir não somente para armazenar água, como também outros líquidos. Drinks leves ou mesmo cosméticos podem vir envoltos na embalagem, que tem a vantagem de ser mais barata de ser produzida que o próprio plástico.
 Por Guilherme Eler/Superinteressante.

Ancestrais dos dinossauros eram diferentes do que se imaginava

Uma nova descoberta se contrapôs às conclusões mantidas durante décadas pelos cientistas

Ilustração reconstrói a imagem da espécie de dinossauro Teleocrater rhadinus
Teleocrater rhadinus: o primeiro fóssil dessa espécie foi descoberto em 1933 (Nature Publishing Group/Mark Witton/AFP)
Os ancestrais ​​dos dinossauros tinham quatro patas, não duas, e se pareciam com os crocodilos, revelou um estudo sobre fósseis encontrados na Tanzânia, cujas conclusões foram divulgadas na revista científica Nature.
Durante décadas, os cientistas imaginaram esses ancestrais como mini-dinossauros do tamanho de uma galinha que se moviam sobre duas patas, mas isso mudou com a descoberta de um Teleocrater rhadinus, um carnívoro parecido com um crocodilo, de 2 a 3 metros de comprimento, com um pescoço longo e quatro patas.
O primeiro fóssil dessa espécie foi descoberto em 1933 e foi estudado nos anos 1950 no Museu de História Natural de Londres, mas o esqueleto estava incompleto.
Os novos exemplares encontrados no sul da Tanzânia permitiram identificar o Teleocrater como “o elo perdido entre os dinossauros e o ancestral comum que eles compartilham com os crocodilos”, explicou Ken Angielczyk, do Museu Field de Chicago, um dos autores do estudo.
“Surpreendentemente, os ancestrais dos dinossauros não se pareciam com eles”, acrescentou Angielczyk. “O Teleocrater parece um crocodilo e isso nos obriga a rever completamente tudo o que pensávamos da evolução” dos dinossauros, explicou.
O Teleocrater viveu há mais de 245 milhões de anos, no período Triássico.
Por AFP/Exame 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Relação entre estresse e infertilidade é tema de estudo em Psicobiologia na UFRN

 
 A infertilidade é uma condição que afeta aproximadamente 15% a 25% dos casais que desejam engravidar. Estudos evidenciam que há uma relação entre o estresse e os parâmetros reprodutivos, e que isso influencia negativamente na probabilidade de engravidar.

Preocupada com essas informações, a aluna de mestrado em Psicobiologia do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Nathália Karen Maia Bezerra, orientada pela professora Nicole Leite Galvão-Coelho, está estudando a infertilidade em homens e mulheres na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJEC) e avaliando os dados no Laboratório de Medidas Hormonais do Departamento de Fisiologia do CB.

Segundo a pesquisa, os sintomas psicológicos advindos da infertilidade são complexos e influenciados por diversos fatores, como diferenças de gênero, causas e duração da infertilidade, estágio específico da investigação e do tratamento, além da própria capacidade de adaptação ao problema e da motivação para ter filhos.

“Atualmente nota-se um aumento progressivo na necessidade de uso das tecnologias de reprodução assistida, seja ela de alta ou de baixa complexidade e, por isso, a finalidade deste estudo consiste em avaliar como o perfil psicofisiológico modula o resultado do tratamento em casais, que se submetem ao procedimento de fertilização in vitro”, explica Nathália Bezerra.

Aluna do mestrado em Psicobiologia da UFRN, Nathália Karen Maia Bezerra, estuda a infertilidade em homens e mulheres 
A professora Nicole Galvão Coelho conta que seu grupo de pesquisa, tradicionalmente, estuda o estresse e as psicopatologias associadas. “A interação deste tema à reprodução assistida tem fundamental importância para a sociedade como um todo, mas também especificamente para o Rio Grande do Norte, pois a Maternidade Escola da UFRN é a única instituição pública no país a realizar o procedimento de reprodução assistida gratuitamente”, ressalta a docente.

De acordo com a pesquisa, as habilidades do sujeito para responder adequadamente a cada estressor depende dentre outras características, do seu estilo de enfrentamento aos agentes estressores e de um suporte social adequado.

A pesquisa conta com a colaboração da equipe do Centro de Reprodução Assistida da Maternidade Escola Januário Cicco, liderada pela médica Mychelle de Medeiros Garcia Torres.
Por Marcos Neruber/Boletim Especial da UFRN