sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Inep vai antecipar o resultado do Enem 2017


 

As notas poderão ser acessadas pelos estudantes na página do participante a partir de 18 de janeiro

Os Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou na manhã desta sexta-feira, 12 de janeiro, em sua página no Facebook, que o resultado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será antecipado em um dia. Antes previstas para o dia 19, as notas estarão disponíveis no dia 18 de janeiro, quinta-feira da próxima semana.
Para ter acesso à sua nota, o estudante deverá acessar a Página do Participante e informar o CPF e a senha cadastrada na inscrição. Tire suas dúvidas sobre o resultado do Enem.
Vale ressaltar que as notas estarão disponíveis apenas para os estudantes que concluíram o ensino médio até o ano passado. Os "treineiros" terão acesso às notas em março.
As notas do Enem 2017 podem ser usadas para ingresso em instituições públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). O estudante também pode tentar uma bolsa de estudos parcial ou integral pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni) ou financiar seu curso com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Enem 2017

As provas do Enem 2017 foram realizadas em novembro do ano passado, em dois domingos seguidos, dias 5 e 12. Além das 180 questões objetivas, os estudantes tiveram que elaborar uma redação sobre o tema "Desafios para Formação Educacional de Surdos no Brasil"

SiSU 2018/1

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai oferecer 239.601 vagas e em 130 instituições de ensino superior públicas, por meio do SiSU. A consulta por vagas já pode ser feita e as inscrições estarão abertas entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro.
Conforme o Edital do SiSU 2018/1, o resultado deve ser liberado no dia 2 de fevereiro, com prazo para matrículas entre os dias 5 e 7 seguintes.
 Por Rafael Batista/Brasil Escola-UOL

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Se o calor dilata as coisas, por que a roupa encolhe na secadora?

As coisas não são tão simples assim

 

Porque são fenômenos diferentes e independentes um do outro. A dilatação é o processo de expansão dos corpos quando submetidos ao aumento de temperatura – o calor faz os átomos se moverem mais rapidamente, o que exige maior espaço físico e faz com que um corpo aumente de tamanho. Todos os tipos de substâncias se dilatam, mas os efeitos tendem a ser diferentes para cada caso e nem sempre o corpo em questão irá aumentar de tamanho. Os tecidos de fibra artificial (poliéster, nylon, acrílico, viscose) são feitos à base de petróleo, por isso seria necessário um aumento muito maior de temperatura para podermos bagunçar seus átomos. Já as roupas de fibras orgânicas realmente encolhem, mas é porque o trançado de suas fibras é mais espaçado e, com a lavagem, se compacta.
(André Valente/Mundo Estranho)
1. A ideia de que o calor dilata é mais facilmente aplicada a sólidos, especialmente a metais. Isso porque os átomos que os formam não estão fixos. Eles podem vibrar em torno de suas “posições de equilíbrio”. Por isso, ao aumentar a temperatura, eleva-se a energia interna, o que implica em vibrações de maior amplitude. Assim, os átomos usam mais espaço e o sólido aumenta de volume. É por isso que os móveis estalam no calor
2. As roupas encolhem não pelo calor mas por causa da lavagem. Isso rola especialmente com tecidos de fibra orgânica, como a lã. O arranjo das fibras nesses tecidos é muito bagunçado, com mais espaços vazios do que nos sintéticos. Na lavagem, a água preenche esses espaços, aproximando os fios, e a agitação faz com que o trançado se emaranhe, de modo que, mesmo após a secagem, essa compactação não será completamente desfeita
Pergunta da leitora – Clara, São Paulo, SP
Consultoria Miguel A.C. Gusmão, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Por Lucas Ebbesen/Mundo Estranho

Ciência, Tecnologia e Inovação seleciona para especialização

O Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PPgCTI) da Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN) está com inscrições abertas para processo seletivo para o curso de especialização em Design de Inovação na modalidade Master of Business Administration (MBA). 
A especialização em Design de Inovação tem como objetivo formar especialistas em tecnologias da inovação com liderança e capazes de gerenciar processos de inovação em setores públicos e privados. Ao todo, o curso conta com 360 horas/aula, com duração total de 18 meses.
São 40 vagas de ampla concorrência e 4 destinadas para a demanda interna da UFRN. As inscrições podem ser realizadas até o dia 9 de fevereiro pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), ao preço de 50 reais.
Os critérios de seleção utilizados serão a análise do currículo dos candidatos e de suas experiências profissionais. O resultado será divulgado no site Dinovação dia 20 de fevereiro e as aulas têm início previsto para o dia 17 de março. O edital da seleção pode ser acessado por meio deste link.
Por UFRN Notícias

Qual é o idioma com menos palavras no mundo?


 (TonyV3112/iStock)

Qual é o idioma com menos palavras no mundo?
@pedrojr.diogo, via Instagram

É o toki pona (“língua simples”), com cerca de 120 palavras e 14 letras.
A canadense Sonja Lang criou o idioma em 2001 para reduzir as ideias ao nível mais básico possível – dá para aprender a língua em 30 horas.
O minimalismo está na classificação de comida e de animais, por exemplo: frutas e vegetais são kili, e qualquer ave é waso.
Segundo a linguista, o toki pona ajuda a despoluir a mente de pensamentos e a ter insights mais profundos.
Outra língua de vocabulário reduzido é o sranan tongo, com cerca de 340 palavras.
Diferentemente do toki pona, o idioma é amplamente falado numa nação – o sranan tongo tem entre 120 mil e 500 mil adeptos no Suriname.
Fontes: Livros In the Land of Invented Languages, de Arika Okrent, e Toki Pona: The Language of Good, de Sonja Lang, e The Homeschooler’s Book of Lists, de Sonya Haskins
 Por Oráculo/Superinteressante

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Palacete Provincial terá dia dedicado ao Universo Geek



Como parte da programação “Férias no Museu”, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o Palacete Provincial terá um dia dedicado ao “Universo Geek” com exposição de produtos, exibição de animes, concurso de cosplay, palestras sobre filmes e séries, e grupos de dança “K-Pop”. O evento acontecerá no dia 20 de janeiro, das 9h às 19h, e ainda conta com shows de bandas e foodtrucks.
Um dos idealizadores do evento, Judson Dantas, responsável pelo Museu de Imagem e Som do Amazonas (Misam), explica que a intenção é atrair o público mais jovem aos museus. “Tivemos a ideia de fazer o evento ‘geek’ para um público mais infanto-juvenil e tentar mudar a ideia que as pessoas ainda carregam de que o museu é apenas um lugar para olhar o passado e que não há entretenimento. Teremos grupos de diversas áreas ‘geek’ e o evento será com entrada franca. Esperamos atrair bastante público no dia”, afirma.
Entre os temas das palestras serão debatidos filmes como o “Star Wars”, séries como “Black Mirror”, além de outras franquias de sucesso, como “Harry Potter”. Juçara Menezes, que é presidente do fã clube Conselho Jedi do Amazonas – grupo que irá palestrar no evento às 16h, conta que o assunto será o último filme da série, “Os Últimos Jedi”. “O filme fez polêmica por ter dividido os fãs. Muitos gostaram, mas muitos odiaram o último filme, e nós vamos bater um papo para saber o que é bom e o que é ruim. Além disso, vamos trazer cosplays da franquia e esperamos divertir os fãs”, explica.
Outro destaque da programação é a palestra “Black Mirror – Distopia e Tecnologia”, organizada pelos grupos Mapingua Nerd e Plot Twist, que vai abordar as consequências da tecnologia no cotidiano e, também, as relações humanas dentro do contexto da série “Black Mirror”, que ganhou nova temporada recentemente.
Ainda na programação de palestras, estão o grupo do Cine Set, que debate, às 11h, sobre o Universo Marvel nos cinemas, e o Potter Day Manaus, que fala sobre as teorias do próximo filme da franquia, “Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os Crimes de Grindelwald”, a partir das 13h. “A Importância das redes de apoio na construção do profissional”, finaliza a série de palestras com um bate-papo entre os ilustradores e desenhistas da Manaus Artist Gang (MAG), House 137 Studio e do grupo Mochila de Prótons, às 17h30.
Animes – Nos intervalos das palestras serão exibidos animes pelo grupo “Anime All”. Guilherme Ferreira, 36, um dos coordenadores do grupo, conta que na lista estão filmes da série “Pokémon” e “Changeman” e “Kamen Rider”.
“Exibiremos no auditório e esperamos juntar toda essa galera de diversas áreas e bater um papo legal. Esse tipo de evento é uma oportunidade para integrar os grupos e fortalecer o segmento ‘geek’”, ressalta Guilherme.
Dança e música – Uma das atrações do evento também é a programação dos grupos de dança “K-Pop”, gênero musical originado na Coreia do Sul. No total, três grupos se apresentam a partir de 13h. Líder do Grupo Gravity, Thay Henry, 22, revela que o conjunto deve apresentar três coreografias no Palacete Provincial.
“Nos shows, os fãs da cultura coreana costumam representar seus ídolos fazendo covers dos artistas K-Pop”. O estilo já ganhou diversos adeptos pelo Brasil e cresceu bastante em Manaus”, diz o líder do grupo, que existe há três anos e participa de competições.
A partir de 13h também começam os shows musicais com as banda Since, Nuwave, Ponto 44 e Banda Mundo Paralelo, que finaliza às 18h.
Exposição de produtos e foodtrucks – O “Universo Geek” ainda vai oferecer uma área de exposição e vendas de produtos, com participação da MAG, Conselho Jedi, Potter Day, Mapingua Nerd, Triangle Store, Marialv Artes Criativas, 137 Studio, One Zone, Almeida PaperCraft, SwordPlay Manaus, RPG4FRIENDS, Retrô Games, Essá Crio, O leiturão e Sebo Edipoeira.
O grupo Almeida Papercreaft vai levar bonecos feitos de papel, em variados tamanhos, inspirados em animes, quadrinhos e videogames. “Fazemos esse trabalho por hobby para expor em aniversários e eventos. Temos bonecos de 30 centímetros até peças em tamanho real de personagens de ‘Cavaleiros do Zodíaco’, ‘Dragon Ball Z’, ‘Legend of Zelda’ e outros”, conta Almeida Chaar Neto, 29, um dos responsáveis pelo grupo.
E para quem ficar com fome durante o evento, o Palacete Provincial ainda vai contar com os foodtrucks do “Merendeiro”, “Rolo Gelato”, “Massa Ki Só” e “Snack Rock Burger”.
 Por Sérgio Rodrigues/Portal da Cultura

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

‘Ela é a minha inspiração para a vida’, conta mãe que escreveu livro sobre a filha com Síndrome de Down

Cristiane Pinheiro escreveu livro sobra a filha Valentina (Foto: Tatane Borges)
Ficção coloca pequena Valentina, de 9 anos, como personagem principal de uma aventura com fantasia e lições de vida.

Era uma vez uma Menina que entrou em um bosque secreto e mágico, onde árvores muito altas se fechavam em copa, o colorido das plantas dava conta que ali habitavam seres divinos e figuras místicas”. Logo nas primeiras linhas, o livro “A Bellinte” mostra um mundo diferente, habitado pela personagem principal da história. Valentina Pinheiro Rocha, de Passos (MG), tem só 9 anos, mas já virou estrela pelas mãos da mãe, Cristine Pinheiro, autora da obra.
A ideia de colocar a filha, portadora da Síndrome de Down, como personagem de uma história em um mundo fantástico veio após um ensaio fotográfico. Fã de fotos, a mãe encontrou em um dos ensaios a definição perfeita da filha. A menina foi vestida de roupas medievais, em um bosque, com cenário e poses que lembram o universo dos clássicos infantis.
Valentina, de 9 anos, é a personagem principal do livro escrito pela mãe em Passos (MG) (Foto: Tatane Borges)
Valentina, de 9 anos, é a personagem principal do livro escrito pela mãe em Passos (MG) (Foto: Tatane Borges)
Cada foto do ensaio ganhou uma pequena história, que foi postada nas redes sociais e atraiu muitos seguidores.
“As fotos da Valentina sempre me revelaram algo muito além da imagem captada. Uma fotógrafa conseguiu captar a essência dela. A ideia do livro surgiu após postagens dessas fotos do ensaio em redes sociais. Percebi que as pessoas começaram a seguir a história e esperavam pelas próximas. Com a sugestão de uma amiga, decidi começar o livro”.
Livro "A Bellinte" mostra a pequena Valentina, de 9 anos, em um mundo de fantasia (Foto: Tatane Borges)
Livro “A Bellinte” mostra a pequena Valentina, de 9 anos, em um mundo de fantasia (Foto: Tatane Borges)
No enredo, Valentina é uma menina escolhida para a missão de ajudar a salvar um lugar especial. Ao longo do caminho, a personagem passa por conflitos e encontra seres especiais, como uma coruja questionadora, um anão pessimista e um gigante bondoso.
“Valentina está na obra desde o início e passa por combates interiores, foi designada para uma missão. No decorrer da história ela passa por situações de dúvida, medo, reflexão, alívio, coragem, surpresa”, conta Cristiane.
Os desafios de criar Valetina vieram acompanhados de novas descobertas. Quando fala da filha, a mãe destaca tudo que a faz diferente e única.
Personagens como coruja, gigante e anão contam história ao lado de Valentina (Foto: Tatane Borges)
Personagens como coruja, gigante e anão contam história ao lado de Valentina (Foto: Tatane Borges)
“Ela é determinada e autêntica, sincera e decidida, sensível e atenta ao sofrimento alheio. Ela foi muito desejada, amada e abençoada. No momento em que a vi, minha conta com a vida zerou e renasci. Aliás, pra cada etapa cumprida, minha conta zerava novamente, renasci várias vezes. Hoje, vejo que ela me ensina a ensiná-la”.
Cristiane conta que escrever o livro ajudou a melhorar a percepção não só da filha, mas também de outras pessoas e da vida em sociedade.
Cristiane e a filha Valentina juntas em um ensaio fotográfico (Foto: Tatane Borges)
Cristiane e a filha Valentina juntas em um ensaio fotográfico (Foto: Tatane Borges)
Nas 77 páginas, a obra tem artes especiais, cores que lembram escritas antigas e os trechos acompanhados das fotos que mostram Valentina em cada uma das situações do mundo mágico. Nas redes sociais, mãe e filha colecionam elogios à obra, que é comparada a grandes histórias.
A vida de Valentina
Cristiane e o marido, Luiz Antonio Rocha, descobriram a Síndrome de Down no nascimento de Valentina. Com três meses, a família começou o trabalho de estimulação na Apae de Passos e, desde então, ela passa por fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e equoterapia.
Com três anos, Valentina começou na escola regular e terapias particulares. Além da escola padrão, a menina tem aulas de reforço e faz atividades como natação, balé e música.
“Quanto à saúde, tem as mesmas preocupações de uma criança típica. Não apresentou nenhuma cardiopatia. Ama nadar, brincar com cavalos, jogos virtuais e bonecas”.
Mais do que apresentar um olhar diferente da vida de Valentina e das aventuras de uma criança com Síndrome de Down, Cristiane vê o livro escrito em homenagem à filha como uma forma de ensinar sobre a relação com os sentimentos bons e ruins.
A ideia é que a filha leia o livro no futuro. “Ela se dará conta de que não importa em que momento a historia se apresenta, as pessoas têm ideia errada de urgência. Penso que ela sempre encontrará o bem e o mal, mas terá discernimento para distinguir um do outro. São esses sentimentos que nos fortalecem”.
 Por Fernanda Rodrigues, no G1/Livros e Pessoas
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Como incentivar a musicalidade entre os alunos para além do contato com os instrumentos


 Seja cantando, batucando ou tocando um instrumento, a musicalidade é uma das formas de expressão que acompanha o indivíduo desde o início da vida. Reconhecer essa potencialidade e incluir a música na educação, de maneira integral, é um caminho fundamental para o desenvolvimento pleno das crianças.

“A criança é movimento”, resume Renato Epstein, do Barbatuques, grupo musical de percussão corporal. Mas se na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, as escolas, de forma geral, compreendem a importância de estimular essa dimensão, com o avançar dos anos tendem a deixar esse aspecto de lado, concentrando-se no intelecto.
Para Epstein, esse entendimento é um grande equívoco. “Uma criança muito podada tem dificuldade de se tornar um adulto inovador, criativo, que sabe se expressar”, explica o músico, que também é educador. “Nós damos oficinas em ambientes corporativos e vemos muita dificuldade entre os adultos de se soltarem, de usarem o corpo”, conta.

Incluindo a música na educação

Para incentivar a musicalidade dos alunos, independentemente de seu grau de afinidade com a técnica, o primeiro passo é quebrar a noção de que fazer música é difícil e que exige o domínio de um instrumento. Isto porque, muitas vezes, os alunos se afastam da área por achar que não são capazes de participar e integrar uma atividade musical.
O Barbatuques propõe a descoberta das potências musicais do próprio corpo valendo-se de práticas como estalos de dedos, batidas de palmas, sapateado e o som da palma da mão contra diferentes partes
Como proposta para incentivar ou retomar essa conexão, o Barbatuques propõe justamente a descoberta das potências musicais do próprio corpo valendo-se de práticas como estalos de dedos, batidas de palmas, sapateado e o som da palma da mão contra diferentes partes  – uma abordagem que pode facilmente adentrar a escola.
“Ao fazer uma prática assim, interessante e desafiadora, a criança se percebe como importante dentro do grupo, para que a música se realize, pois sem ela o resultado ficaria diferente. O individual é importante na realização da música, mas também o coletivo. Se ela não se perceber naquele grupo, não terá a capacidade de ouvir e de aprender com o outro”, aponta Renato Epstein.
Outro aspecto importante destacado pelos Barbatuques para o desenvolvimento da musicalidade do indivíduo é aproximar a linguagem musical do cotidiano das crianças e jovens. “O professor é fundamental para que o aluno entenda uma disciplina de maneira mais lúdica, então o docente pode trazer uma batida de hip hop, de funk, um ritmo mais familiar”, aconselha o integrante Charles Raszl.
Também nessa perspectiva entra a relevância de associar a manifestação musical com o brincar. Para Mauricio Maas, também músico do grupo, as escolas ainda carregam a ideia de que o tocar e o brincar não podem caminhar juntos: “é importante pensar no contexto maior do tocar e do brincar. O Barbatuques traz uma linguagem que é lúdica e que mostra que esses conceitos podem se aproximar muito”. 

A música como uma linguagem acessível

Para o professor de música Victor de Souza, que trabalha com alunos da Educação Infantil do Colégio Santa Amália, localizado na zona leste de São Paulo, a musicalização não é somente uma introdução à música, mas uma forma de estruturar o que já é natural para a criança.
O importante na hora de planejar uma atividade musical é trabalhar o pensamento lógico e uma abordagem lúdica
“Desde quando o bebê está na barriga da mãe, ele já tem contato com o ritmo do batimento do coração, mas essa noção vai se perdendo se não for trabalhada“, diz.
Victor conta que existem formas muito simples de fazer isso, como quando durante a aula as crianças deitam no chão e cantam algumas músicas balançando o corpo para sentir o ritmo da música.
Outras atividades também propõem aos estudantes experimentar as noções de trabalho coletivo, intensidade do som, ritmo e melodia. 
O professor afirma que o importante na hora de planejar uma atividade é trabalhar o pensamento lógico e a aproximação das crianças com a música mais formal de forma lúdica e estimulando a criatividade.

Com os alunos sentados em círculo, o professor sugere que um deles vá até a lousa e desenhe uma espécie de partitura, onde símbolos indicam sons “grandes” ou “pequenos”, para que os colegas reproduzam em um tambor ou com claves.
Em relação aos materiais, o professor explica que as claves podem ser confeccionadas com cabos de vassoura e que o tambor pode ser substituído por uma lata e, a exemplo dos Barbatuques, é possível usar o próprio corpo.
“Mesmo que não tenha nenhum recurso, é possível fazer as atividades até com a palma da mão. Na verdade, os recursos não são a essência da musicalização em si”, reitera o professor. 

Por Claudia Ratti e Ingrid Matuoka/Centro de Referência em Educação Integral

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

RESOLUÇÕS DE ANO NOVO...DE NOVO...



         Mais uma vez pegamos uma agenda novinha  e a impressão que temos é de renovação,  o que nos dá uma vontade imensa de recomeçar e se reinventar. Chama mesmo a  atenção a quantidade de vezes que  usamos o prefixo re para planejar o novo ano. Bom seria que de fato conseguíssemos algumas de nossas resoluções.   
            Na verdade não sou daquelas que acham essa sensação uma perda de tempo, sob o argumento de que nada mudou, apenas o calendário virou e que dificilmente faremos algo de diferente no novo ano. Não penso assim. Como em um livro com capítulos excessivamente longos, a sensação de começar um novo capítulo é sempre revitalizante. É bem possível que pouca coisa mude em nossa vida e que as resoluções do ano passado permaneçam intocadas. Bom, o fato é que grande parte delas dependem apenas de nossa vontade. Penso que realmente vale a pena dar uma olhada no que planejamos ano passado e conferir porque não conseguimos alcançar a meta proposta. Pode ser que sejam aspirações que estejam acima da nossa capacidade de realização. Então, por que não curtir a sensação de renovação e planejar um 2018 com aspirações viáveis, oxigenando nossa caminhada com novas possibilidades?
            Estamos diante de um ano conturbado, ano de eleições, embates e debates...Muito barulho, muitas batalhas e no final uma grande possibilidade de renovação. Depende de nós...Que possamos juntos, deixar de lado interesses pessoais e lutarmos por dias melhores no nosso amado país. Com menos hipocrisia e mais coerência; menos corrupção e mais punição; menos ideologia barata e mais patriotismo.
            Depende de nós que em 2018 as nossas  resoluções  sejam palpáveis e cumpridas, para que ao final desse capítulo possamos contabilizar satisfatoriamente os nossos feitos e que possamos a partir deles caminhar rumo a novas aspirações .
Feliz 2018 para todos!!!!  

Aparecida Cunha